Negócios

MRV sobe um andar

Maior construtora da América Latina lança marca com alvo na classe média e prevê elevar presença para 95% da população brasileira.

Crédito: Claudio Belli

"Se conseguirmos manter a macroeconomia equilibrada e a Selic baixa, o mercado imobiliário vai viver uma explosão.” Eduardo Fischer copresidente da MRV Engenharia. (Crédito: Claudio Belli)

Consolidada no País por empreendimentos voltados à classe média baixa, como o Minha Casa Minha Vida, a mineira MRV Engenharia encontrou um espaço em branco no mercado imobiliário brasileiro que deve alavancar e consolidar sua presença entre consumidores da classe média. A aposta acontece em um cenário tranquilo e promissor para o setor, especialmente com a taxa Selic baixa – pelo menos até o começo do ano que vem. Com faturamento de R$ 6,9 bilhões no ano passado e produção recorde de unidades (quase 40 mil), a construtora aproveita essa baixa da Selic para conquistar novos mercados. Há 28 anos no setor, o copresidente da companhia Eduardo Fischer considera esse um momento decisivo para o Brasil. “Se conseguirmos manter a macroeconomia equilibrada e essa taxa (Selic) baixa, o mercado imobiliário vai viver uma explosão. O Brasil precisa disso”, afirmou.

Essa chegada de novos consumidores empolgados com o crédito barato promete ser aproveitada pela construtora. Com um valor médio de R$ 350 mil por apartamento, a Sensia Incorporadora, nova marca da companhia, tem lançamento marcado para o início de 2021 e mira as famílias com renda mensal de R$ 7 mil a R$ 11 mil. Para o primeiro ano, seis cidades devem receber a marca, que possui faturamento previsto de R$ 500 milhões. Até 2023, a meta é ainda maior: 3 mil unidades lançadas por ano e faturamento anual de R$ 1 bilhão. A aposta no novo público-alvo deve elevar a presença da MRV para 95% da população brasileira. “A disponibilidade de imóveis não acompanha o crescimento de formação de famílias. Vamos aproveitar esse buraco com grande potencial”, disse o copresidente da construtora.

Aproveitando o momento apropriado, a estratégia da empresa é se consolidar como uma plataforma habitacional completa. A diversificação de produtos e serviços começa com o programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida), voltado a famílias com renda entre R$ 2 mil a R$ 4 mil. Outra tática é apostar em empreendimentos focados em famílias com renda mensal de até R$ 6 mil e na plataforma de loteamentos Urba. O plano da companhia ainda tem o primeiro fundo de investimento imobiliário residencial do Brasil, o LUGG11, da startup de locação residencial da MRV, Luggo. No mesmo segmento, a construtora com mais de 40 anos de existência ainda aposta no mercado internacional, com a compra da AHS Residential, empresa americana de propriedades residenciais para locação com presença na Flórida, na Geórgia e no Texas. A aquisição, de US$ 235 milhões, foi finalizada em setembro de 2019.

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