Finanças

Movimento técnico inibe alta da manhã e juros têm queda


Depois de passar praticamente toda a sessão em alta ancorados em sinais de recuperação da atividade econômica, os juros futuros acabaram fechando em baixa em relação aos ajustes de ontem. O movimento, concentrado no leilão de fechamento, foi causado por uma questão técnica de reposicionamento de carteiras, que, por causa da liquidez limitada, acabou tendo uma dimensão maior nas cotações.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular e a estendida a 4,580%, de 4,590% no ajuste de quinta-feira, e a do DI para janeiro de 2023 fechou com taxa de 5,850% (mínima) na regular e 5,870% na estendida, de 5,860% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 terminou com taxa de 6,490% (mínima) e 6,510% na estendida, mesma taxa do ajuste de quinta-feira, e a do DI para janeiro de 2027 foi de 6,850% no ajuste do pregão passado para 6,840% na regular, mantendo-se em 6,850% na estendida.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego do trimestre encerrado em novembro caiu a 11,2%, abaixo do piso (11,3%) das estimativas recolhidas pelo Projeções Broadcast.

O número, na visão do economista-chefe da Guide Investimentos, João Maurício Rosal, indica uma melhora “um pouquinho mais forte que o esperado”, ainda que seja difícil de fazer uma análise de longo prazo para esse indicador.

Gradualmente, porém, as taxas foram se acomodando a níveis mais baixos pela tarde, movimento motivado por ajustes técnicos e em um cenário de liquidez menor. Perto do fim da sessão regular, os juros já estavam caminhando para a estabilidade. O ajuste de queda veio no leilão de fechamento.

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