Meio ambiente

Movimento ambientalista quer paralisar aeroporto de Londres por três dias

Movimento ambientalista quer paralisar aeroporto de Londres por três dias

(9 out) Manifestantes do Extinction Rebellion se concentram em frente à National Gallery de Londres - AFP

Os ecologistas do movimento de desobediência civil Extinction Rebellion (XR), que, na segunda-feira, empreenderam ações de protesto contra a falta de ação contra a crise climática em todo o mundo, anunciaram que planejam paralisar pacificamente o aeroporto de London City por três dias a partir desta quinta-feira.

A partir das 09h00 (05h00 de Brasília), os ativistas pretendem ocupar o terminal sentando-se ou agarrando-se às portas, anunciou a XR em comunicado nesta quarta-feira.

“Centenas de participantes já se inscreveram para formar barreiras com seus corpos e bloquear o aeroporto, dispostos a sacrificar sua liberdade para esse fim”, assegurou.

Segundo a polícia de Londres, mais de 500 pessoas foram presas desde o início dos protestos na segunda-feira.

Os ecologistas, que acampam em diferentes lugares ao redor de Westminster, onde estão localizados os centros do poder britânicos, planejam convergir no aeroporto equipados para permanecer lá por três dias.

Se não conseguirem executar sua ação dentro do aeroporto, “bloquearão o terminal do lado de fora”, impedindo a passagem de trens e cortando o acesso às estradas, alertou a organização.

A XR considera a expansão do aeroporto incompatível com a crise climática e a “emergência ecológica” declarada pelo parlamento britânico e com o compromisso do governo de alcançar a neutralidade do carbono até 2050.

No Reino Unido, como em outros países, a XR pede que esse objetivo seja avançado para 2025.

Dos cinco aeroportos da capital britânica, o de London City, que possui apenas uma pista, é o mais próximo do centro da cidade. Em 2018, 4,8 milhões de passageiros passaram por ele.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro Boris Johnson chamou os ativistas da XR de “hippies recalcitrantes” e pediu que deixassem seus “acampamentos que cheiram a maconha”.

Seu pai, Stanley Johnson, que na quarta-feira se juntou aos ambientalistas na Trafalgar Square, disse à agência de notícias britânica Press Association que considera um “grande elogio” ser chamado assim por filho.