Ciência

Morte de médica negra por covid-19 sugere preconceito na Saúde dos EUA

Crédito: Reprodução/Facebook

A Dra. Susan Moore, com 52 anos, foi hospitalizada na Indiana University Health North, nos Estados Unidos, após testar positivo (Crédito: Reprodução/Facebook)

No final de novembro, uma médica negra, que morreu por complicações da covid-19, disse que precisava implorar por cuidados médicos adequados. A Dra. Susan Moore, com 52 anos, foi hospitalizada na Indiana University Health North, nos Estados Unidos, após testar positivo.

Ela documentou o que ocorreu enquanto estava no hospital com posts em sua página no Facebook. Em 4 de dezembro, ela disponibilizou um vídeo, de 7 minutos, gravado em sua cama de hospital onde detalhou suas reclamações e insatisfação com a forma como os membros da equipe a tratavam, o que ela acreditava ser porque ela era negra.

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A médica afirmou que teve alta prematura do hospital. “Você tem que mostrar provas de que há algo errado com você para que possa obter o remédio”, disse Moore no vídeo. “Eu defendo, e mantenho, que se eu fosse branca, não teria que passar por isso.”

Diversos colegas de profissão concordaram com as postagens de Susan. Em um artigo de opinião publicado no The Washington Post, quatro defensores da justiça racial disseram que o sistema de saúde nos EUA é tendencioso.

Moore disse ainda que, durante sua permanência no hospital, seu médico não foi receptivo às suas preocupações e rotineiramente minimizou sua dor. Só depois que ela passou por uma tomografia computadorizada, o médico concordou em prescrever os narcóticos que ela precisava.

Depois do diagnóstico de pneumonia, ela foi hospitalizada novamente, em um outro local. Em sua última atualização, Moore disse que estava sendo transferida para a terapia intensiva. Ela morreu em 20 de dezembro. Veja o vídeo abaixo:

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