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Morre criador do Disque-Denúncia, Zeca Borges; projeto levou 20 mil criminosos a cadeia

Crédito: Reprodução/ Youtube Disque-Denúncia

Serviço ajudou a prender mais de 20 mil pessoas em 21 anos de existência (Crédito: Reprodução/ Youtube Disque-Denúncia)

O criador e coordenador do Disque-Denúncia no Rio de Janeiro, Zeca Borges, morreu nesta sexta-feira (3) aos 78 anos. Após sofrer um infarto nesta madrugada ele chegou a ser levado para um hospital na zona sul do Rio mas não resistiu.   

O perfil do Disque-Denúncia no Facebook publicou uma mensagem agradecendo os serviços de Borges. “O Rio perde o gaúcho mais carioca e apaixonado por essa cidade. E nós, perdemos um grande líder e amigo. Zeca, seu legado jamais será esquecido. Continuaremos firmes na missão que nos foi dada”, lamentou.



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O programa de denúncias anônimas foi criado em junho de 1995 e prendeu mais de 20 mil criminosos até o ano de 2020. Esse ano, quando o serviço completou 21 anos, Borges postou um texto nas redes sociais exaltando a importância do programa para a sociedade. 

“Participamos de apreensões de armas e drogas, atuamos no desmantelamento de quadrilhas de roubos de cargas, auxiliamos na localização de pessoas desaparecidas, lutamos contra os crimes ambientais e até mesmo contra o coronavírus. Em todos esses momentos nós estávamos lá. E sempre estaremos”, publicou. 

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O governador Cláudio Castro enviou uma nota de pesar pela morte de Borges. “O Rio de Janeiro perdeu um dos maiores defensores da paz e da justiça em nosso estado. Zeca Borges criou e coordenou o Disque-Denúncia, uma das mais poderosas ferramentas à disposição da sociedade, que ajudou a prender mais de 20 mil criminosos. Uma iniciativa pioneira e inestimável para a segurança pública tão bem sucedida que foi levada a outros estados e países. Expresso minha gratidão pelo trabalho fundamental e pelo legado que Zeca nos deixou e minha profunda solidariedade à família e aos amigos”, disse.

O programa foi o responsável por reunir informações para prender importantes nomes do crime no estado. Em novembro de 2011 ele recebeu mais de 16 mil denúncias que levaram à prisão do traficante Nem da Rocinha. Em 2002 um dos responsáveis pela morte do jornalista Tim Lopes, Elias Maluco, foi preso também graças às denúncias anônimas feitas pelo serviço.