Economia

Monitor do PIB da FGV aponta alta de 2,2% em agosto ante julho

Crédito: Arquivo Agência Brasil

Na passagem de julho para agosto, houve crescimento nas três grandes atividades econômicas pelo lado da oferta: agropecuária, indústria e serviços (Crédito: Arquivo Agência Brasil)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 2,2% em agosto ante julho, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com agosto de 2019, a economia teve redução de 4,9% em agosto de 2020.

“A economia continuou a apresentar crescimento em agosto (2,2%) mantendo a trajetória de recuperação observada desde maio. No entanto, o ritmo de retomada parece ter desacelerado após o expressivo crescimento de 4,6% da economia em junho. Apesar da melhora da atividade na comparação com os meses imediatamente anteriores, o desempenho com relação ao ano passado continua sendo negativo, com taxas menos negativas do que as observadas em abril e maio, quando o país estava na fase mais intensa das medidas de isolamento social. E é o setor de Serviços, particularmente de outros serviços (restaurantes, hotéis, etc.), fortemente atingido pelo distanciamento social, onde a recuperação é mais lenta. Certamente, a elevada incerteza quanto ao futuro da pandemia inibe uma recuperação mais robusta de todas as atividades”, avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial.

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O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

Na passagem de julho para agosto, houve crescimento nas três grandes atividades econômicas pelo lado da oferta (agropecuária, indústria e serviços). Também houve melhora em todas as atividades industriais. Dos sete subsetores de serviços, apenas os serviços de informação apresentaram recuo (-0,8%).

Em relação a agosto de 2019, sob a ótica da oferta, as três grandes atividades econômicas recuaram em agosto deste ano.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias encolheu 5,8%. Todas as categorias de consumo apresentaram taxas negativas, exceto o consumo de bens duráveis, que cresceu 1,4% em agosto de 2020 ante agosto de 2019, interrompendo uma sequência de seis retrações consecutivas nesse tipo de comparação. O consumo de bens não duráveis encolheu 2,6%, o de semiduráveis caiu 9,5%, e o de serviços tombou 8,5%.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) caiu 3,9% em agosto, com perdas em todos os componentes: máquinas e equipamentos (-8,4%), construção (-1,0%) e outros ativos (-2,3%).

A exportação de bens e serviços cresceu 1,4% em agosto ante agosto do ano passado. Já a importação despencou 20,4% no período.

Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 4,7 trilhões de janeiro a agosto, em valores correntes. A taxa de investimento em agosto de 2020 foi de 17,0% na série a valores correntes.

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