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Motocicleta: bom momento para comprar, avalia especialista

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Queda nas vendas favorece negociação, diz especialista (Crédito: Pixabay License)



Os consumidores que estão pensando em adquirir uma moto podem conseguir um bom negócio por conta da pandemia, que gerou uma retração na demanda e, consequentemente, uma queda na produção. A afirmação é do presidente do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Claudio Felisoni de Angelo.

Para o executivo, o menor volume de negociações oferece mais espaço para os consumidores debaterem os preços. Mas é preciso tomar cuidado com a segurança financeira em uma operação de compra da moto e a manutenção do seu pagamento, caso seja em forma parcelada.

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“Acredito que o consumidor possa fazer um bom negócio nesse momento, com alto poder de barganha, mas é necessário não comprometer a sua renda. O ideal é que as parcelas não ultrapassem 20% da renda total corrente”, avisa.




Em relação aos consumidores que já possuem motocicletas, o presidente diz que o momento não é favorável para realizar a venda. “Quem pensar em vender a sua moto terá uma pressão muito grande para a diminuição dos preços. Não estamos em um mercado comprador. O consumidor pode ter dificuldades em alcançar o valor que gostaria pelo veículo”, orienta Felisoni.

Segundo relatório da Abraciclo, entidade que representa o setor, a produção da indústria de motocicletas, instalada no polo industrial de Manaus (AM), teve queda de 13,5% na passagem de setembro para outubro.

Na comparação com outubro de 2019, o volume produzido recuou 16,7%, para um total de 90,9 mil unidades, segundo a entidade.


O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, atribuiu, em nota, a queda na produção aos protocolos de prevenção ao coronavírus por aumentarem o tempo de produção, já que, em razão da norma de distanciamento, menos operários podem trabalhar simultaneamente.

No entanto, Felisoni vê a queda na demanda como fator determinante para a menor produção. “A massa real de pagamentos é 5% menor do que a observada em dezembro de 2019, o que limita o volume de compras”, conclui Felisoni.