Finanças

Moedas Globais: índice DXY avança, impulsionado por payroll forte



O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, fechou em alta nesta sexta-feira, impulsionado pela divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll. De acordo com analistas, os dados confirmaram que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve continuar com sua trajetória hawkish e que a economia dos EUA não está em recessão.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 134,97 ienes, o euro caía a US$ 1,0184 e a libra tinha queda a US$ 1,2074. O índice DXY registrou alta de 0,88%, a 106,621 pontos.

A economia dos Estados Unidos criou 528 mil empregos em julho, em termos líquidos. O resultado ficou bem acima das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que variavam de 75 mil a 300 mil vagas, com mediana de 250 mil. Já a taxa de desemprego dos EUA recuou para 3,5% em julho, ante 3,6% em junho, voltando ao nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19.

A Oxford Economics afirma que o payroll reforça sua expectativa de que o BC americano elevará os juros em 75 pontos-base em setembro. Em relatório a clientes, a consultoria diz que o dado “desafia expectativas de uma perda de fôlego”. Já o CIBC acredita que os dados mostram que a economia do país não está em recessão.




A Capital Economics reforça que a grande surpresa positiva nos dados do payroll empurrou o dólar mais alto contra a maioria das principais moedas. “A força contínua do mercado de trabalho nos EUA aumenta nossa convicção de que o Fed ainda está longe de tirar o pé do freio, uma mensagem ecoada por vários funcionários do Fed no início da semana”, analisa. “Mesmo na ausência de mais divergências na política monetária, esperamos que a desaceleração da atividade global e a piora do sentimento de risco sustentem ainda mais a força do dólar no restante do ano”, completa.






Tópicos

moedas