Finanças

Moedas Globais: dólar sobe ante rivais, com busca por segurança


O dólar subiu ante a maioria das moedas fortes nesta quinta-feira, 21, em meio à busca por segurança desencadeada pelo aumento nas tensões entre os Estados Unidos e a China.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 107,56 ienes, quase estável, enquanto o euro recuava a US$ 1,0951 e a libra registrava baixa a US$ 1,2226. O índice DXY, que mede a variação da moeda americana ante seis rivais, registrou alta de 0,25%, a 99,370 pontos.

“O dólar está amplamente mais firme contra as principais moedas, à medida que as crescentes tensões EUA-China afetam o sentimento do mercado”, afirmam analistas do Brown Brothers Harriman (BBH).

Nesta quinta, senadores americanos começaram a preparar um projeto de lei bipartidário para sancionar autoridades chinesas caso o país asiático aplique novas leis de segurança nacional em Hong Kong, como sinalizado por Pequim. O presidente americano, Donald Trump, disse que haverá “reação muito forte” de seu governo caso a China avance para limitar a autonomia de Hong Kong.

O diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, no entanto, afirmou hoje que a fase 1 do acordo comercial sino-americano firmado em janeiro está “intacta”. “Estou satisfeito com o cumprimento do acordo, mas não com o comportamento da China com a pandemia”, criticou.

Chefe de Pesquisa da London Capital, Jasper Lawler ressalta que o dólar já vinha ganhando força desde ontem, quando a ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reforçou a percepção de que a instituição não considera adotar taxas de juros negativas nos EUA. “A demanda pelo dólar foi reforçada pelo arrefecimento do sentimento do mercado”, afirma.

Ante divisas emergentes e ligadas a commodities, o dólar caía a 22,9028 pesos mexicanos e a 17,6229 rands sul-africanos, no final da tarde em Nova York, mas subia a 68,564 pesos argentinos. Na África do Sul, o banco central cortou os juros básicos em 0,50 ponto porcentual, para 3,75% ao ano, mas o movimento já era esperado pelo mercado.

Tópicos

moedas