Finanças

Moedas globais: dólar recua ante rivais, com pressão da renda fixa e euro forte

O dólar operou em queda ante a maioria de suas moedas rivais nesta quinta-feira, 8, seguindo a trajetória dos juros dos Treasuries. Já o euro se fortaleceu, observando a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de revisar a sua estratégia de política monetária. Em sessão marcada por aversão ao risco, o iene e o franco suíço, divisas tidas como seguras por investidores, registraram as melhores performances ante o dólar.

O índice DXY, que mede a variação da moeda americana ante seis pares, fechou em queda de 0,25%, aos 92,417 pontos, com o euro, seu principal componente, em alta a US$ 1,1845, no fim da tarde em Nova York. No mesmo horário, a libra recuava a US$ 1,3777, enquanto o dólar cedia a 109,82 ienes e 0,9157 francos.

“Os rendimentos dos Treasuries pesaram e o dólar apagou os ganhos” de ontem, segundo define o analista de mercado financeiro da Oanda em Nova York, Edward Moya, em relatório enviado a clientes. O movimento nos juros ocorreu à medida que o mercado se afastou de ativos de maior risco, em meio a temores pela variante delta do coronavírus e sinais de que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) pode relaxar sua política monetária para reverter a desaceleração da retomada econômica no país.

O clima de aversão ao risco ajudou moedas consideradas como ativos de segurança a se desempenhar bem, segundo explica o analista sênior do Western Union Joe Manimbo, em relatório a clientes, destacando o iene e o franco suíço. Enquanto isso, a libra, ligada ao sentimento por risco, esteve entre as poucas moedas de economias desenvolvidas a registrar baixa ante o dólar hoje, em quadro de certa cautela com altas recentes nos casos da covid-19 no Reino Unido, segundo a Sucden Financial.



Já o euro teve forte alta no confronto com a divisa americana. Investidores ficaram atentos à decisão do BCE de alterar a sua meta para a inflação da zona do euro para 2%, de “levemente abaixo” desta marca. Segundo a presidente da instituição, Christine Lagarde, a decisão foi tomada de forma unânime e uma nova revisão deve ser feita em 2025. Ela ainda esclareceu que a meta de inflação do BCE não é igual ao objetivo de “inflação média de 2% ao longo prazo” do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Segundo o ING, a alteração na política torna o BCE “estruturalmente mais dovish”. Já o Nordea Bank diz que a decisão não provoca grandes mudanças na política monetária do banco, e projeta redução nas compras de bônus a partir do outono local, que começa no dia 22 de setembro.

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