Finanças

Moedas globais: dólar recua ante rivais, com ajustes em início de semana com Fed

O dólar operou em baixa ante moedas rivais nesta segunda-feira, 26, com investidores ajustando seus portfólios à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que sai na próxima quarta-feira (28). Já o euro chegou a demonstrar fraqueza durante a sessão após um indicador fraco na Alemanha, enquanto a libra se fortaleceu em meio à redução de casos de covid-19 no Reino Unido.

O índice DXY, que mede a variação do dólar ante seis divisas pares, fechou em queda de 0,28%, aos 92,649 pontos. Às 16h50 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,1803, a libra apreciava a US$ 1,3816 e o dólar recuava a 110,41 ienes.

Segundo o analista sênior Joe Manimbo, do Western Union, operadores estão se preparando para a decisão monetária do Fed, “que provavelmente avançará as conversas pelo início do tapering”, como é chamado o processo de retirada gradual dos estímulos monetários.

Manimbo, no entanto, não acredita que a autoridade monetária dos EUA delineará um prazo para a reversão dos estímulos. “Contanto que a situação da pandemia de coronavírus não saia do controle e atrapalhe materialmente as perspectivas econômicas nos EUA, o Fed pode revelar um cronograma de redução no decorrer do terceiro trimestre” de 2021, estima o economista, em relatório enviado a clientes.



Segundo o ING, com base em dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CTFC, na sigla em inglês) dos EUA, na semana encerrada em 20 de julho, o volume de operações compradas do dólar ultrapassou a de operações vendidas no mercado cambial pela primeira vez desde março do ano passado, em relação à média dos negócios das 10 moedas globais mais fortes.

Para o banco holandês, esse é um sinal de que “a clara mudança de posicionamento do Fed para um tom mais ‘hawkish’ e a perda de força das chamadas ‘operações de reflação’ levou a uma recuperação no sentimento do dólar” entre as apostas de investidores.

O euro, por sua vez, se manteve forte ante a moeda americana durante a maior parte da sessão, apesar da momentânea perda de força após o instituto Ifo informar queda no sentimento das empresas alemãs em julho, o que contrariou a expectativa de alta do mercado. Para a Oxford Economics, o indicador sinalizou para riscos de baixa para a economia da zona do euro. Já a Capital Economics não vê impacto duradouro para a recuperação da economia alemã.

A libra se fortaleceu nesta segunda-feira à medida que a trajetória dos casos de covid-19 no Reino Unido, acompanhada de perto pelo mercado local, mostrou redução nas infecções. Segundo dados do governo britânico, a média diária de testes positivos de covid-19 na última semana foi 21,5% menor que a do mesmo período anterior.

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