Finanças

Moedas Globais: dólar opera em baixa ante maioria das moedas



O dólar operou em baixa nesta terça-feira ante a maioria das moedas, em sessão na qual os indicadores de economias como Estados Unidos, zona do euro e Reino Unido foram levados em conta por investidores, especialmente tendo em vista as potenciais repercussões nas políticas monetárias de seus banco centrais. Além disso, o maior apetite por risco, ligado em grande parte a notícias sobre uma maior flexibilização da China em seu combate à covid-19 reduziu a busca por portos seguros, pesando assim no moeda americana.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 129,40 ienes, o euro avançava a US$ 1,0551 e a libra tinha alta a US$ 1,2480. O DXY registrou baixa de 0,79%, a 103,360 pontos.

Os números da Europa hoje mostraram o menor desemprego no Reino Unido (3,7%) em quase 50 anos, enquanto a economia da zona do euro se saiu melhor do que o esperado no primeiro trimestre, quando acelerou 0,3%, destaca a Western Union, que vê espaços para uma elevação de juros maior por parte do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Além disso, o forte aperto do mercado de trabalho elevou os salários no país, em mais um sinal de avanço inflacionário, aponta.

No cenário para a zona do euro, a avaliação é de que falas mais hawkish de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) ajudaram a preparar o terreno para uma alta de juros em julho. O integrante do comitê Klaas Knot parecia aberto a um aumento de 50 pontos base em julho, se a inflação continuasse a piorar, aponta a Western Union, citando uma movimentação nas taxas potencialmente semelhante a adotada pelo Federal Reserve (Fed).



Hoje, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, disse que há amplo apoio entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) por um novo aumento de 50 pontos-base do juro na reunião do mês que vem. Segundo ele, que participou de evento do The Wall Street Journal, o BC americano entende que este momento requer foco em levar a inflação de volta à meta de 2% ao ano, e o Fed vai continuar apertando sua política monetária até ver sinais claros de arrefecimento dos preços. Em meio às declarações, o dólar chegou a diminuir suas perdas, mas a tendência foi retomada após as falas do dirigente.






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