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Ministro de Bolsonaro diz que flanelinha no Leblon ganha R$ 4 mil por mês

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A declaração foi dada durante participação no 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) (Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em debate sobre o combate à informalidade do mercado de trabalho, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou nesta terça-feira, 30, que um flanelinha no Leblon pode ganhar até R$ 4 mil por mês. O exemplo foi dado pelo ministro para argumentar que as desigualdades regionais no Brasil são expressivas. Ele comparou a renda do flanelinha com o que pode receber alguém que trabalha tangendo animais no interior do Rio Grande do Norte – segundo o ministro, R$ 200.



“Um flanelinha no Leblon ganha R$ 3 mil, R$ 4 mil por mês. O flanelinha. Mas alguém em Jucurutu, no interior do meu Estado, Rio Grande do Norte, tangendo animais, ganha R$ 200. É uma realidade completamente diferente, as pessoas têm que entender isso para poder compreender o que é nosso País”, disse Marinho. “A desigualdade se consolidou como um fosso que separa uma parte expressiva do Brasil.”

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A declaração foi dada durante participação no 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC). Questionado sobre o crescimento da informalidade no Brasil, Marinho afirmou que o problema “sempre existiu” no País. “Brasil sempre teve problema estrutural na geração de seus empregos, sempre tivemos pelo menos metade da nossa mão de obra na informalidade, isso não é nenhuma novidade”, afirmou o ministro.

O País alcançou uma taxa de informalidade de 40,6% no mercado de trabalho no trimestre até setembro, com 37,709 milhões de trabalhadores atuando informalmente. Os números foram divulgados hoje na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE). Em um trimestre, 1,947 milhão de pessoas a mais atuaram como trabalhadores informais.

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Marinho disse ainda que, em 2020, as restrições de locomoção impostas em função da pandemia fez com que pessoas que trabalhavam na informalidade corressem para o mercado formal. “O que aconteceu? Essa grande massa de pessoas que trabalhava na informalidade, pela falta da circulação de pessoas, correu para a formalidade. Por uma questão de sobrevivência”, afirmou o ministro.

Projetos

No mesmo painel, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo trabalha para reduzir o nível de informalidade no Brasil. Segundo Onyx, será apresentado na virada do ano um projeto para incentivar a migração no mercado de trabalho para a formalidade, o Serviço Social Voluntário.

“Vai estar disponível para as prefeituras brasileiras logo na virada do ano, que é um sistema de contratação simplificada. Um jovem ou pessoa de mais de 50 anos vai para uma prefeitura, trabalha um turno, recebe o equivalente, e ela tem a obrigatoriedade da qualificação”, disse o ministro, lembrando que tal medida já esteve prevista durante as discussões da MP 1045, da minirreforma trabalhista, que foi rejeitada pelo Senado.

Onyx disse ainda que o governo trabalha na estruturação de um programa de microcrédito direcionado a empreendedores e ao grupo dos “invisíveis”.


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