Economia

Ministério de Paulo Guedes deu quase R$ 1 milhão em bônus a secretários

Crédito: Sergio Lima / AFP

Fala de Paulo Guedes, criticando funcionalismo, não foi bem aceito em setores da política brasileira (Crédito: Sergio Lima / AFP)

Crítico de servidores públicos, ao qual chamou de “parasitas”, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está rodeado de funcionários que, juntos, receberam gratificações no valor de quase R$ 1 milhão, segundo o UOL.

Os chamados “jetons” turbinaram a folha salarial de nove servidores da alta cúpula ministerial de Guedes, levando alguns deles a receberem até R$ 54 mil em um mês, o que não é permitido por lei por ultrapassar o teto do funcionalismo, de R$ 39.293,32.

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Os jetons são pagos a funcionários que participam de conselhos de empresas estatais e do sistema “S”. No ministério de Guedes, os nove funcionários participam de conselhos e receberam o equivalente a R$ 976 mil em jetons ao longo do ano.

Apenas em outubro, sete servidores receberam supersalários, ou seja, acima do teto do funcionalismo.

Segundo o site, o secretário do Tesouro, Masueto Almeida, recebeu R$ 54 mil brutos em dezembro e outros R$ 46 mil em outubro.

Sozinho, o ex-secretário da Previdência e atual ministro do Desenvolvimento, Rogério Marinho (PSDB), embolsou R$ 189 mil em jetons ao longo de 2019. Ele é conselheiro fiscal do Sesc.

Gleisson Cardoso, secretário de Desburocratização, recebeu R$ 177 mil em jetons pela participação na Casa da Moeda, Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame) e a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap).