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Migrantes cruzam fronteira do México para os EUA sob as novas políticas de Biden

Migrantes cruzam fronteira do México para os EUA sob as novas políticas de Biden

A requerente de asilo Nelly Maribel Cabrera, de Honduras, em frente à travessia de El Chaparral enquanto tenta cruzar para os Estados Unidos em Tijuana, estado de Baja California, México, em 19 de fevereiro de 2021 - AFP

Dois grupos de migrantes cruzaram nesta sexta-feira (26) de dois pontos fronteiriços do México para os Estados Unidos, no objetivo de continuar seu processo de asilo como parte da nova política de imigração do presidente norte-americano, Joe Biden.

Em Ciudad Juárez, na fronteira com El Paso, Texas, um primeiro grupo de 25 migrantes foi autorizado a entrar pelas autoridades norte-americanas depois que um programa que os obrigou a esperar no México por uma resposta ao pedido de asilo foi cancelado em 19 de fevereiro.

Um total de “25 pessoas passaram hoje. Antes de passar pela ponte, todos os participantes tiveram que apresentar um teste negativo para covid-19”, disse à AFP Dana Graber, chefe da Missão no México da Organização Internacional para as Migrações.

Os migrantes, que usavam máscaras e protetores faciais, foram assistidos por funcionários mexicanos e funcionários de agências internacionais que coordenaram a transferência seguindo medidas sanitárias rígidas para prevenir infecções por covid-19.

De Matamoros, na fronteira com Brownsville, Texas, outro grupo de cerca de 25 migrantes foi autorizado a cruzar e espera-se que nos próximos dias seja acelerado o processo de desmantelamento de um acampamento que já abrigou cerca de 750 pessoas.

A maioria dos migrantes que cruzaram são da América Central.

Alguns dos migrantes esperavam há dois anos pela resolução de seus casos no México, que pela primeira vez, sob pressão do agora ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em receber de volta migrantes de outros países.

Assim, consolidou-se o Programa de Proteção ao Migrante promovido por Trump e por meio do qual cerca de 70 mil pessoas teriam sido devolvidas ao México entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020, segundo organizações civis americanas.

Com a chegada do democrata Biden à presidência, o governo dos Estados Unidos cancelou este programa e até agora permitiu a passagem de três grupos de migrantes.

O primeiro, com 25 pessoas, cruzou no dia 19 de fevereiro de Tijuana (noroeste do México), na fronteira com San Diego. Nesta sexta-feira juntaram-se a eles os migrantes oriundos de Ciudad Juárez e Matamoros.

Segundo o governo mexicano, cerca de 6.000 migrantes permanecem no país como parte do programa “Fique no México”.

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