Finanças

Microsoft renova máxima histórica e supera US$ 800 bi em valor de mercado

Os resultados melhores do que o previsto da Microsoft no balanço referente ao trimestre entre abril e junho fizeram a ação da companhia renovar máxima histórica de fechamento, cotada a US$ 106,27, o que deu suporte ao valor de mercado da empresa, que saltou para US$ 816,5 bilhões.

Na noite de quinta-feira, 19, a companhia informou que registrou lucro de US$ 8,87 bilhões no quarto trimestre fiscal, o que representa avanço de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a receita subiu 17% na mesma base comparativa, para US$ 30,09 bilhões no trimestre até junho. Grande parte dos ganhos da Microsoft veio da área de nuvem inteligente, cuja receita aumentou 23%, para US$ 9,6 bilhões.

A analista Heather Bellini, do Goldman Sachs, reiterou a classificação de compra das ações da companhia e elevou o preço-alvo do papel de US$ 114 para US$ 125, escrevendo que “os resultados foram sólidos em todos os sentidos”. Para ela, o crescimento das vendas de produtos de software para servidores e de computação em nuvem, que foi “o maior ritmo registrado”, fez a empresa se beneficiar por permitir que as pessoas migrassem de suas licenças tradicionais de software para a nuvem “porque os parceiros destacam as renovações nos contratos de empresas com níveis de expansão líquida mais altos do que nos últimos anos”.

O preço-alvo mais alto veio dos analistas Karl Keirstead, do Deutsche Bank, e de Alex Zukin, do Piper Jaffray, que elevaram as metas para US$ 130. Keirsted creditou não apenas a “forte execução” da Microsoft e sua tração na computação em nuvem, mas também “um cenário global de gastos em tecnologia da informação corporativa muito saudável”. Ele estima que o Azure esteja trazendo US$ 10 bilhões por ano em receita para a sua taxa atual de crescimento e observa que a empresa “não expressou preocupação com a estimativa de crescimento de 60% do Azute para o ano fiscal de 2019”.

Já Zukin observa que a previsão implícita de lucro por ação no próximo ano está acima da previsão de US$ 4,27. Ele está especialmente impressionado com o fato de que, após “as maiores vendas na história da empresa no início do ano”, a Microsoft conseguiu registrar um crescimento de 23% na receita não auferida.

A analista Keith Weiss, do Morgan Stanley, por sua vez, comenta que os resultados positivos no segundo trimestre deste ano apoiam o preço-alvo da ação em US$ 130 e mantêm a empresa na faixa de US$ 1 trilhão em valor de mercado.