Economia

Microsoft compra gigante dos videogames para enfrentar Sony

Microsoft compra gigante dos videogames para enfrentar Sony

Logotipo da Microsoft é exibido no edifício da empresa perto da Times Square, em Nova York, em 4 de junho de 2018 - GETTY/AFP/Arquivos

A Microsoft enviou uma mensagem poderosa à rival Sony nesta segunda-feira (21), ao anunciar a compra da ZeniMax Media, a empresa-mãe dos criadores dos jogos eletrônicos de sucesso “Fallout” e “The Elder Scrolls”, por 7,5 bilhões de dólares.

Com a aquisição, que será concluída em meados de 2021, a gigante da tecnologia busca se posicionar à frente da japonesa Sony, que se prepara para iniciar as vendas de seu console PlayStation 5 em novembro.

Fundado em 1986, o estúdio Bethesda Softworks, principal subsidiária da ZeniMax, é um das maiores desenvolvedores privados de videogames do mundo, sendo responsável por séries como “The Elder Scrolls”, “Fallout” e “Doom”, que incluem vários títulos cada uma.

A compra da ZeniMax “traz para Xbox um portfólio impressionante de jogos, tecnologia e talento, bem como uma lista de sucessos comerciais”, disse a Microsoft em um comunicado. A empresa acredita que a aquisição irá expandir os recursos usados por mais de 3 bilhões de jogadores.

– Sony na mira –

Em 10 de novembro, a Microsoft lançará o Xbox Series X, seu novo console que vai custar 499 dólares. Uma versão menor, o Xbox Series S, estará disponível por 299 dólares. O grupo americano espera alcançar a Sony, que vendeu o dobro de unidades do Playstation 4, modelo à venda hoje, que seu atual Xbox One.

A Microsoft também pretende gerar uma receita substancial para um setor lucrativo, cujo ritmo de desenvolvimento se acelerou ainda mais devido aos confinamentos decretados em todo o mundo em combate à pandemia do coronavírus.

“O fenômeno cultural dos videogames os torna a forma de entretenimento de maior e mais rápido crescimento no mundo”, declarou a empresa. A indústria de videogames deve gerar uma receita de mais de 200 bilhões de dólares em 2021.

Por sua vez, o chefe da Bethesda, Robert Altmand, disse que o acordo com a Microsoft é “uma progressão natural após vários anos de colaboração”. A ZeniMax continuará a operar de forma independente, segundo o chefe do Xbox, Phil Spencer, que indicou que não haveria demissões entre os 2.300 funcionários.

Para vários especialistas, a aquisição da ZeniMax deve impulsionar a já maciça presença da Microsoft no campo dos jogos projetados para a ‘nuvem’, que está crescendo em popularidade em comparação com softwares armazenados diretamente em um dispositivo.

Com a compra, o grupo americano “fortalece sua posição no mercado de videogames online”, escreveram em nota Anurag Rana e Gili Naftalovich, analistas da Bloombertg Intelligence. Além disso, a compra da Bethesda permite à Microsoft adicionar oito novas equipes de criação de jogos aos seus estúdios.

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