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México é a nova fronteira da Wine

Empresa criada como e-commerce de vinhos se consolida na liderança entre as importadoras do País e anuncia internacionalização.

Crédito: Celso Doni

OPORTUNIDADE O CEO da Wine, Marcelo D’Arienzo. A empresa pretende replicar, por meio de aplicativo, o sucesso de seu clube assinaturas. (Crédito: Celso Doni)

Ao divulgar, na terça-feira (16), os resultados do terceiro trimestre deste ano, com crescimento de 68,8% sobre o mesmo período de 2020 e receita líquida de R$ 161,1 milhões (dos quais R$ 35,5 milhões realizados pela Cantu, adquirida em 9 de agosto), a Wine confirmou ter se consolidado na liderança entre as importadoras de vinho do País, segundo dados da Ideal Consulting. E aproveitou para anunciar seu projeto de internacionalização. O mercado escolhido para iniciar a expansão internacional foi o México.

“Desde que a Wine foi lançada, tivemos a percepção de que a necessidade de fazer a curadoria para o clube nos dava uma vantagem para operar globalmente”, afirmou à DINHEIRO o CEO Marcelo D’Arienzo. “E o México despontou com uma característica interessante: tem uma população bem menor que a brasileira e importa quase o mesmo volume de vinhos”, disse o executivo, reforçando ainda a falta de grandes players de e-commerce no país. “Não encontramos, nos diversos canais oferecidos ao consumidor mexicano, condições tão boas quanto temos no Clube Wine. Então vamos oferecer, por meio de aplicativo, os benefícios que caracterizam nossa relação com os assinantes aqui no Brasil”, afirmou. A modalidade de entrada será semelhante à Essenciais, que corresponde a quase metade das 281 mil assinaturas que a Wine possui hoje.

BLACK FRIDAY A empresa, que já está operando no México com um time local, irá aproveitar a Black Friday para impulsionar as vendas. O otimismo é tanto que o próprio CEO está de viagem para lá, onde a Wine lançará também uma revista nos moldes da que oferece a seus assinantes brasileiros. A princípio, ela será feita em paralelo. Depois, a ideia é unificar os conteúdos e ofertas, o que permitirá ganho de escala nas negociações com fornecedores. D’Arienzo não descarta a abertura de lojas físicas. “Embora seja ávido por aplicativos, o consumidor mexicano também é gregário e valoriza a experiência de visitar o ponto de venda. Ele nos dirá o que é mais relevante para atender suas necessidades”, afirmou o CEO.