Economia

Medidas da China para conter mercado imobiliário devem desacelerar economia

A campanha agressiva da China para conter a atividade imobiliária especulativa pode desacelerar a taxa de crescimento do país nos próximos anos, dizem economistas, mesmo que o pior cenário – uma grande correção do mercado habitacional com queda acentuada nos preços das residências – seja evitado.



A atividade imobiliária é responsável por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) chinês – consideravelmente mais do que nos EUA – e o comportamento especulativo tem apoiado o emprego e a arrecadação de receitas nas cidades há anos.

Sem um mercado imobiliário em expansão, é mais provável que a China registre um crescimento anual de cerca de 3% a 5% nos próximos anos, dizem os economistas, em vez da expansão de mais de 6% a que está acostumada.

“Uma campanha bem-sucedida para tornar a habitação mais acessível terá um custo, talvez colocando 5-6% do crescimento fora de alcance de forma duradoura”, escreveram economistas do Instituto Internacional de Finanças (IIF), em relatório recente.

O IIF projeta que o PIB da China se expanda em uma média de 3% ou menos a cada ano de 2022 a 2031 à medida que sua economia amadurece, a renda per capita aumenta e o setor imobiliário desacelera. Isso é inferior à taxa média de crescimento anual de 5% que a China precisa manter até 2025 para evitar a armadilha da renda média – um fenômeno no qual as economias em desenvolvimento entram em estagnação antes que a renda das pessoas alcance as economias mais avançadas – de acordo com discursos no início deste ano por Zhu Guangyao, o ex-vice-ministro das finanças da China.



“Simplesmente não há outro setor ou indústria que possa preencher a lacuna se o setor imobiliário não for mais um motor de crescimento”, disse Yao Wei, economista da Société Générale em Hong Kong.

As autoridades chinesas há muito enfatizam a necessidade de um crescimento de maior qualidade proveniente do consumo doméstico, em oposição a investimentos em propriedades e infraestrutura.

Depois de anos de preços residenciais em rápida ascensão e dívidas em alta, as autoridades chinesas impuseram novas regras durante o ano passado com o objetivo de desacelerar o mercado e limitar quanto os desenvolvedores podem pedir emprestado para continuar expandindo. Essas medidas levaram a uma queda acentuada nas vendas e aumentaram as preocupações de uma possível desaceleração imobiliária severa.

Muitos analistas dizem que Pequim tem muitas ferramentas para conter os danos. No entanto, mesmo uma queda controlada na atividade imobiliária afetará muitas pessoas.

Empresas privadas, como a incorporadora China Evergrande Group, empregam centenas de milhares de trabalhadores em todo o país, ao mesmo tempo que apoiam empresas de construção e outras empreiteiras. Quase 20% dos 285 milhões de trabalhadores migrantes da China ganharam renda de empregos relacionados à construção em 2020, mostram dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China. Fonte: Dow Jones Newswires.


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