Ciência

Médicos soam os alarmes devido ao ressurgimento do coronavírus na Espanha

Médicos soam os alarmes devido ao ressurgimento do coronavírus na Espanha

(Arquivo) Profissional da saúde participa de protesto em frente ao hospital Gregorio Maranon em Madri, em junho de 2020 - AFP/Arquivos

As escolas de medicina da Espanha pediram às autoridades, nesta quinta-feira (13), uma “mudança de rumo” no combate ao coronavírus para evitar que o país, um dos mais atingidos da Europa, seja atingido por uma nova onda da pandemia.

A Organização Médica Colegial da Espanha declarou em um comunicado a “decepção e indignação” dos profissionais de saúde com a falta de um rumo comum na luta contra a COVID-19 em um país onde as 17 regiões (e 2 cidades) autônomas são competentes em saúde e costumam criticar o governo central.

Segundo os funcionários de saúde, “nos desespera e entristece ver as disputas e rivalidades entre forças políticas e instituições quando deveriam estar todos remando na mesma direção”, disse o texto.

As associações médicas pediram às autoridades uma “mudança de rumo na gestão do combate” à epidemia, diante da multiplicação dos surtos, cujos “número e amplitude (…) representam um risco nítido de sobrecarregamento da capacidade de controle local”.

A Espanha registrou oficialmente 28.605 mortos -61 deles profissionais de saúde, segundo o comunicado- e mais de 337.000 infectados e sofreu um aumento dos casos depois que suspendeu um confinamento de três meses em 21 de junho.

Os médicos atribuíram esta recaída ao “relaxamento” das medidas de distanciamento e proteção, às reuniões familiares, festas noturnas e boates e às condições precárias de trabalho e moradia dos trabalhadores que se deslocam pelo país em decorrência da safra de frutas.

Também consideraram que os confinamentos seletivos ordenados pelas regiões não são suficientes. Pediram uma melhor coordenação entre as regiões e o Estado, preparação de novas medidas para limitar a circulação entre regiões e maior rigorosidade com as infrações.

Por último, denunciaram “as nítidas falhas constantes na gestão das estatísticas diárias, com números insuficientes e contraditórios que levaram a uma percepção generalizada de falta de coordenação na gestão da pandemia”.

O Ministério da Saúde, que publica diariamente os números da COVID-19 com base nos registros das regiões, mudou sua forma de publicar as estatísticas em várias ocasiões.

Veja também

+ Veja mudanças após decisão do STF sobre IPVA
+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos
+MasterChef: competidora lava louça durante prova do 12º episódio’
+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil
+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados
+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?