Sustentabilidade

Massa de ar africana dispara termômetros na Europa

Massa de ar africana dispara termômetros na Europa

Mulher se refresca em uma fonte em 22 de junho de 2020 na cidade de Sevilha, na Espanha - AFP

O termômetro continua subindo na Europa nesta quarta-feira (24), afetada deste ontem por uma onda de calor provocada pela entrada de uma massa de ar quente de origem africana – o que pode complicar a gestão do combate à COVID-19.

Desde terça-feira, praias, parques e fontes das principais cidades do Velho Continente foram tomadas pelos moradores locais, apesar dos apelos para que respeitem o distanciamento físico, evitando, assim, um novo surto de coronavírus.

Na França, os termômetros devem chegar a até 37°C esta tarde, segundo a agência meteorológica Météo-France, que prevê que esta onda de calor – a primeira do verão – dure até sexta.

Em Paris, onde fazia um calor sufocante, os termômetros marcavam 31°C antes do meio-dia. Muitos buscavam se refrescar às margens do Sena, ou nos terraços de cafés e bares.

Mais ao norte, no Reino Unido, as temperaturas devem se aproximar do recorde de 35,6°C, de junho de 1976.

Esta onda de calor preocupa as autoridades sanitárias do país, que temem que seja mais difícil cumprir as restrições impostas, sobretudo, em relação ao distanciamento social nos espaços públicos.

Também há preocupação com os idosos. Muitos evitam irem às ruas para se proteger dos vírus, sem sair nos horários mais quentes para se refrescar.

“Isso pode tornar mais difícil detectar alguém que esteja tendo dificuldades e precisando de ajuda”, afirmou a diretora da organização beneficente Age UK, Caroline Abrahams.

O tempo será especialmente quente no centro e no sul da Espanha, onde as temperaturas podem chegar a 36°C, de acordo com a agência meteorológica espanhola, a AEMET.

Em Portugal, que teve picos de calor em várias regiões nos últimos dias, as temperaturas começarão a cair nesta quarta. Trata-se de um “episódio curto”, que não vai durar, explicou a meteorologista Cristina Simões à agência de notícias Lusa.

O ano de 2019 registrou ondas de calor e níveis recordes de temperatura, na Europa e no Polo Norte, fenômenos que podem estar relacionados com o aquecimento global decorrente da atividade3 humana.

burs-meb/zm/tt

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