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Marte tem duas luas estranhas, mas no início eram só uma… o que aconteceu?

Crédito: Reprodução/NASA

Tal como a Terra, Marte poderá ter tido apenas uma lua, mas algo esmagou o satélite natural partindo-o nas duas luas que conhecemos hoje. (Crédito: Reprodução/NASA)

Pouco se conhece de Marte, mas a ambição é fazer do planeta uma ‘segunda casa’ para os humanos. Pelo menos os planos mostram que o planeta vermelho poderá ser importante para a expansão espacial dos terráqueos. Assim, o planeta está sendo estudado e com cada vez mais tecnologias. Hoje sabe-se que o planeta tem duas luas estranhas, mas agora um novo estudo levanta outras questões e afirma que no início essas luas eram a mesma!



Tal como a Terra, Marte poderá ter tido apenas uma lua, mas algo esmagou o satélite natural partindo-o nas duas luas que conhecemos hoje.

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Em um estudo publicado esssa semana na revista Nature, os cientistas explicaram como utilizaram os padrões orbitais das luas Fobos e Deimos com dados sísmicos da missão InSight da NASA para criar uma simulação de onde os seus caminhos começaram, como uma máquina do tempo digital.

Quando olharam suficientemente para trás, indicaram as órbitas uma vez intersectadas, dando origem à nova teoria da lua esmagada.



Enquanto muitas luas do nosso sistema solar são corpos esféricos como a nossa própria Lua, Fobos e Deimos não são. As luas marcianas são bastante irregulares. São realmente coisas parecidas com batatas, não se assemelham à nossa Lua, explicou Amirhossein Bagheri, autor principal do estudo e pesquisador de doutorando no Instituto de Geofísica, ETH Zurique.

Estes satélites naturais de Marte, Fobos e Deimos, são muito pequenos. O astro maior, Fobos, tem um aspecto esférico, imperfeito, e é cerca de 157 vezes menor do que a lua da Terra. Possui uma circunferência equatorial com cerca de 70 km. Face ao seu irmão mais novo, Deimos, Fobos é 7,4 vezes mais massivo. Contudo, ambas são muito menos densas do que a nossa Lua.

Assim, isso pode nos dizer que os seus interiores são mais porosos e possivelmente fraturados, um fato extraído da grande Cratera Stickney de Fobos.

Depois da missão Viking nos anos 70, houve quase consenso de que Fobos e Deimos eram asteroides capturados, segundo Bagheri, apontando que Fobos e Deimos eram asteroides a viajar através do nosso sistema solar que estavam presos na órbita de Marte.

O problema é que as órbitas das luas não se alinham com esta teoria. Isto porque, se de fato fosse um asteroide apanhado por Marte, este deveria ter uma órbita alongada.


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