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‘Marte’ é logo ali: há uma estação de pesquisa sobre o planeta no sertão brasileiro

Crédito: Reprodução/Divulgação

No sertão do Rio Grande do Norte, funciona o Habitat Marte, única estação espacial análoga ao Planeta Vermelho de todo o Hemisfério Sul. (Crédito: Reprodução/Divulgação)

Enquanto os bilionários americanos correm para consquistar e explorar Marte, aqui no Brasil, mais precisamente no sertão do Rio Grande do Norte, funciona o Habitat Marte, única estação espacial análoga ao Planeta Vermelho de todo o Hemisfério Sul.



Júlio Rezende, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é o responsável pela criação do “Habitat Marte”, que tem o objetivo de simular o Planeta Vermelho na caatinga nordestina, mais precisamente na zona rural da cidade de Caiçara do Rio do Vento (RN).

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O projeto resulta da pesquisa desenvolvida durante seu pós-doutorado, que foi financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O cientista espera tornar o local um núcleo de pesquisas adequado para desenvolver conhecimentos a serem utilizados em Marte.

“Iniciativas de qualidade como esta, que valorizem o setor espacial, são importantes para a Agência Espacial Brasileira. Parabenizo o professor Júlio Rezende pela iniciativa”, afirma o presidente da AEB, Carlos Moura.



Habitat Marte possui, como inspiração, a estação espacial norte-americana Mars Desert Research Station (MDRS), coordenada pela Mars Society. O local está pronto para receber simulações de expedições no ambiente marciano, no qual são utilizados trajes espaciais criados particularmente para os cientistas. Também podem ser simulados estudos em laboratórios sobre o clima, o solo e a atmosfera do planeta vermelho. As pesquisas são desenvolvidas no solo do vulcão extinto Pico do Cabugi, localizado no município de Angicos (RN), pelo fato das formações vulcânicas possuírem alta predominância de basalto, característica similar ao solo marciano.

“Nós temos o propósito de funcionar como um habitat autossustentável, que se desenvolve ao fazer o uso da chuva, tratamento de esgoto, produção do nosso próprio alimento na estufa e, também, fazer bom uso da energia solar, que se encontra em fase de implantação. Isso é um espaço para pesquisas de diversas áreas, como biologia, química e geologia“, disse Rezende.


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