Ciência

Marrocos iniciará procedimentos judiciais por caso de espionagem da Pegasus

Marrocos iniciará procedimentos judiciais por caso de espionagem da Pegasus

Uma mulher mostra seu telefone em frente à sede da empresa israelense que desenvolve um programa de espionagem, em 28 de agosto de 2016 em Herzliya, Israel - AFP/Arquivos

O governo marroquino ameaçou, nesta quarta-feira (21), denunciar judicialmente qualquer um que o acusar de usar o programa Pegasus – usado em grande escala para espionar jornalistas, militantes e personalidades políticas – e denunciou uma “campanha midiática mentirosa, massiva e maliciosa”.

Rejeitando mais uma vez “categoricamente as acusações mentirosas e infundadas”, o governo marroquino disse “optar por ações judiciais, no Marrocos e a nível internacional, contra qualquer um que levantar essas acusações falaciosas”, segundo um comunicado.

Na segunda-feira, o governo marroquino já havia denunciado como “mentirosas” as informações segundo as quais os serviços do reino “se infiltraram nos telefones de várias personalidades públicas nacionais e estrangeiras e de responsáveis de organizações internacionais por meio de um programa de computador”.

O jornal Le Monde, membro do consórcio de veículos, revelou na terça-feira que o presidente francês, Emmanuel Macron, estava na lista de potenciais alvos do programa Pegasus. As revelações acusam “um serviço de segurança do Estado marroquino”.



A investigação publicada no domingo por um consórcio de 17 veículos internacionais se baseia em uma lista obtida pela rede com sede na França Forbidden Stories e pela Anistia Internacional e que inclui 50.000 números de telefone selecionados desde 2016 para uma vigilância potencial pelos clientes da empresa israelense NSO, que comercializa a Pegasus.

A lista inclui os números de pelo menos 180 jornalistas, 600 homens e mulheres políticos, 85 militantes de direitos humanos e 65 chefes de empresas, muitos no Marrocos, Arábia Saudita e México.

Segundo a célula de investigação da Radio France, sócia do consórcio que revelou o escândalo, o rei do Marrocos Mohammed VI e seu entorno “estão na lista de potenciais alvos” do programa Pegasus.

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