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Marfrig lança plano para rastrear 100% da cadeia produtiva até 2030

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

O investimento no período será de R$ 500 milhões (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Segundo maior produtor mundial de carne bovina e líder global na produção de hambúrgueres, a Marfrig lançou um plano de ação para garantir que 100% da cadeira de produção seja sustentável e livre de desmatamento em 10 anos, incluindo fornecedores indiretos. O investimento no período será de R$ 500 milhões.

“Queremos incentivar toda a cadeia a assumir um compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a preservação das nossas florestas”, disse o fundador e presidente do Conselho de Administração da companhia, Marcos Molina dos Santos, durante o encontro virtual com investidores, na quinta-feira (23).

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Até 2025, a meta estabelecida é de garantir total rastreabilidade do gado na Amazônia, e nos cinco anos seguintes, chegar aos demais biomas, como o cerrado. O plano foi estabelecido em parceria com a instituição holandesa Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH). Ainda em 2020, a Marfrig prevê lançar o Mapa de Mitigação de Riscos de Fornecedores Indiretos, para conseguir determinar áreas com maior risco de devastação.

A ação da Marfrig ocorre 16 dias após a divulgação de uma carta, assinada por 38 executivos de grandes empresas e associações, cobrando providências do governo federal  contra o desmatamento. O documento foi enviado ao vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho da Amazônia. O CEO do WWF Brasil, Mauricio Voivodic, elogiou a iniciativa da empresa, mas solicitou que a meta para o cerrado seja alcançada antes de 2030. Nos últimos 10 anos já foram aplicados, segundo o frigorífico, R$ 270 milhões em iniciativas ligadas à sustentabilidade.

O plano também é, de certa forma, uma resposta da iniciativa privada à ameaça de boicote global, por parte de investidores internacionais, por conta da má reputação da política ambiental adotada pelo governo brasileiro. Com o lançamento do Plano Marfrig Verde+, a companhia passa a mensagem ao mercado, principalmente internacional, de que a origem da carne produzida não parte de áreas desmatadas.

Com 213 milhões de cabeças de gado, a pecuária brasileira responde por 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com faturamento de R$ 618 bilhões no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, a Marfrig registrou receita líquida de R$ 13,5 bilhões, alta de 27% sobre o mesmo período do ano passado.

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