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Marca japonesa Uniqlo rejeita acusação de uso de trabalho forçado de uigures na China

Crédito: AFP/Arquivos

Loja da Uniqlo, em Tóquio, Japão, em 8 de abril de 2021 (Crédito: AFP/Arquivos)

A marca de roupas japonesa Uniqlo afirmou nesta sexta-feira (2) que não usou trabalho forçado em suas cadeias de abastecimento, após a recente abertura de uma investigação sobre essas acusações na França.

Em um comunicado à AFP, a Uniqlo disse que ainda não foi notificada sobre a investigação das acusações de que os gigantes do setor têxtil usaram trabalho forçado com uigures em Xinjiang, no noroeste da China.

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Quando recebermos a notificação, “vamos cooperar plenamente com os investigadores para reafirmar que não há trabalho forçado em nossas cadeias de abastecimento”, acrescentou a marca.

A Uniqlo lembrou que fez inspeções com terceiros para garantir que seus fornecedores não violam os direitos humanos.

Esses controles “não mostraram evidências de trabalho forçado, ou de qualquer outra violação dos direitos humanos entre nenhum dos nossos fornecedores”, acrescentou a empresa japonesa, ressaltando que, se houvesse alguma prova desse tipo, teria encerrado qualquer relação comercial com o fornecedor em questão.

A investigação aberta no final de junho na França pela unidade de “crimes contra a humanidade” da Procuradoria nacional antiterrorista também aponta para três outros grupos têxteis: o espanhol Inditex (Zara), o francês SMCP e o americano Skechers.

Confirmada para a AFP na quinta-feira (1) por uma fonte judicial, a investigação se baseia em uma denúncia apresentada em abril pelo grupo anticorrupção Sherpa, pelo coletivo Ethique sur l’Étiquette, pelo Instituto Uigur da Europa (IODE) e por uma mulher uigur que esteve internada em Xinjiang.

Inditex e SMCP se manifestaram ontem, publicamente, rejeitando estas acusações.

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