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Manifestações no Iraque deixaram 157 mortos

Manifestações no Iraque deixaram 157 mortos

(Arquivo) Manifestantes iraquianos protestam contra a corrupção, o desempate e as carreiras dos serviços públicos do país, em Bagdá - AFP/Arquivos

O balanço da semana de protestos contra o governo que abalou parte do Iraque subiu para 157 mortos, quase todos manifestantes e em sua maioria em Bagdá – informa um relatório oficial publicado nesta terça-feira (22).

De acordo com o texto, “70% dos mortos foram atingidos por tiros na cabeça e no torso”.

As autoridades anunciaram ainda a demissão de vários comandantes de diversas forças de segurança em sete das 18 províncias do país, cenários dos protestos que podem voltar a acontecer na sexta-feira.

Segundo relatórios oficiais, 149 civis e oito membros das forças de segurança em Bagdá e nas províncias do sul morreram entre 1º e 6 de outubro.

Dessas mortes – 107 civis e quatro membros das forças de segurança – ocorreram na capital, onde os confrontos inicialmente se concentraram na icônica Praça Tahrir e chegaram à turbulenta fortaleza xiita de Sadr City.

O movimento de protesto denuncia a corrupção e exige empregos, serviços públicos de qualidade e a queda do governo.

As autoridades ordenaram a formação de uma comissão de investigação para esclarecer esses fatos, embora até o momento não tenham reconhecido um “uso excessivo” da força de seus homens, exceto em alguns incidentes limitados.

Em seu relatório, a Alta Comissão atribui a responsabilidade por algumas das mortes às forças de segurança, mas também menciona “atiradores”, sem identificá-los.

Desde o início do movimento, as autoridades acusam “franco-atiradores não identificados” em telhados, que disparam em manifestantes e em policiais.

Além disso, a comissão de investigação anunciou a demissão de comandantes do Exército, da Polícia, das forças antiterroristas e do Batalhão de Choque, das brigadas de combate ao crime, da Inteligência e da Segurança Nacional.