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Mais de 8 mil etíopes fogem do conflito e se refugiam no Sudão

Mais de 8 mil etíopes fogem do conflito e se refugiam no Sudão

Membros da milícia amhara, que lutam ao lado do exército etíope contra as forças de segurança de Tigré, na cidade etíope de Gondar, 8 de novembro de 2020 - AFP

Mais de 8.000 etíopes se refugiaram no leste do Sudão nas últimas 48 horas, fugindo dos combates na região dissidente do Tigré – informaram autoridades do governo nesta quarta-feira (11), de acordo com a agência de notícias Suna.

A agência oficial indicou que 6.000 etíopes chegaram ao Estado federal de Gedaref, e 1.100, ao de Kassala. Outros 1.500 refugiados já haviam chegado na terça-feira (10) a ambas as províncias, localizadas no leste do Sudão, relataram fontes oficiais locais.

Diante da emergência, no estado de Gedaderf os agricultores começaram a recolher alimentos e oferecer refúgio aos recém-chegados, disse uma fonte do governo citada pela Suna, segundo a qual até 200.000 etíopes podem estar se refugiando no Sudão.

O Tigré é uma região dissidente do norte da Etiópia, onde Adis Abeba realiza uma grande operação militar desde 4 de novembro.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, prêmio Nobel da Paz 2019, lançou esta operação contra as autoridades do Tigré, as quais acusa de atacarem duas bases do Exército em seu território. As autoridades regionais negam que isso tenha ocorrido.

Declarando-se “preocupado com o impacto do conflito em curso”, o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), Babar Baloch, também informou na terça-feira sobre “várias centenas de solicitantes de asilo” em dois postos fronteiriços da área.

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A Força Aérea etíope realizou vários bombardeios contra alvos do Tigré e também atacou por terra, com combates de artilharia pesada no oeste.

A União Africana (UA) exigiu o fim das hostilidades na terça-feira.

A Frente de Libertação dos Povos do Tigré (TPLF), o partido que governa na região, muito poderoso durante quase 30 anos e que esteve à frente das instituições políticas e de segurança do país, está há meses desafiando o Executivo federal liderado por Abiy.

Os líderes do Tigré acusam o governo central de tê-los marginalizado do poder desde que Abiy Ahmed assumiu o cargo de primeiro-ministro em 2018.

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