Giro

Maioria das meninas e jovens mulheres foi afetada pelas fakes news na quarentena

Crédito: Reprodução/Pexels

Mais de 26.000 meninas e mulheres de 15 a 24 anos, de 26 países, foram entrevistadas para o relatório da ONG internacional Plan International. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Durante a quarentena, a covid-19 forçou as pessoas a viverem reclusas e usarem mais a internet. Com isso, houve aumento no impacto negativo das fake news (notícias falsas), inclusive para as jovens mulheres, segundo relatório divulgado nesta terça (5) pela ONG internacional Plan International.

Como mostra o site australiano News, mais de 26.000 meninas e mulheres de 15 a 24 anos, de 26 países, foram entrevistadas para o relatório. A ONG descobriu que 87% delas acharam que a desinformação causou um impacto negativo em suas vidas.



+ Câmara aprova projeto que multa divulgação de fake news sobre Covid-19

Uma em cada três relatou que as informações falsas afetaram a saúde mental, deixando-as estressadas, preocupadas e ansiosas. Enquanto uma em cada cinco se sentia fisicamente insegura.

O relatório da Plan International descobriu ainda que 83% das jovens entrevistadas foram expostas a fake news e cerca de 95% disseram estar preocupadas com a desinformação online.

+ Especialista revela o segredo dos bilionários da bolsa. Inscreva-se agora e aprenda!



Entre os temas mais comuns associados às informações enganosas, as meninas e jovens mulheres apontaram a covid-19, seguida pelas mudanças climáticas e pela desigualdade racial.

Citada pelo News, a Plan International afirma que as descobertas revelam consequências da desinformação na vida real das meninas e jovens mulheres e pede que governos invistam na alfabetização digital.

“A internet molda as opiniões das meninas sobre si mesmas, os problemas com os quais elas se importam e o mundo ao seu redor”, comenta Susanne Legena, diretora-executiva da Plan International, citada pelo site australiano.

Ela diz que meninas e jovens mulheres estão sendo bombardeadas na internet com mentiras e estereótipos sobre seus corpos, quem são e como devem se comportar.

“Imagens e vídeos são manipulados para objetificá-las e envergonhá-las. Boatos se espalham como forma de abuso. E as meninas têm medo real de que eventos e perfis falsos as atraiam e levem a perigos offline”, completa a diretora da ONG, citada pelo News.

A pesquisa aponta que o Facebook é a rede social que as meninas acreditam ter mais desinformação, seguido pela plataforma chinesa TikTok, pelo WhatsApp e pelo YouTube.

Cerca de 35% disseram ter encontrado notícias falsas na Wikipedia (espécie de enciclopédia informal coletiva) ou outras páginas no estilo “wiki” e pelas respostas das buscas em serviços como Google, Bing e Yahoo!

A maioria das meninas afirma não ter sido ensinada a identificar informações falsas na escola ou por seus pais.