Finanças

Maioria das bolsas europeias fecha em alta com otimismo comercial, mas Madri cai

A maioria das bolsas da Europa fechou em alta nesta terça-feira, 5 – a exceção foi Madri – influenciadas pelo otimismo com as negociações comerciais entre americanos e chineses, apesar de uma notícia vinda da China ter esfriado um pouco o apetite por risco no início da tarde. Outro fator que apoiou as bolsas europeias foi a alta do PMI de serviços do Reino Unido.

O índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,25%, aos 403,50 pontos.

No início da tarde, o South China Morning Post informou que Pequim quer compromissos mais “sólidos” de Washington em relação à remoção de tarifas e que, sem isso, uma visita do líder chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos seria “politicamente difícil”. A notícia limitou o apetite por risco no exterior, mas não foi suficiente para apagar o otimismo com as negociações comerciais sino-americanas.

Pela manhã, a Dow Jones Newswires noticiou que americanos e chineses consideram retirar algumas tarifas de importação para garantir o fechamento do acordo comercial de “fase 1”, que está em negociação. Além disso, o Financial Times afirmou que os EUA poderão remover tarifas que incidem sobre US$ 112 bilhões em importações chinesas.

O mercado também foi influenciado positivamente pela divulgação do índice de atividade de serviços dos EUA medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), que subiu a 54,7 em outubro, superando a expectativa de alta de 53,5.

Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,25%, a 7.388,08 pontos. Além do apetite por risco, a bolsa britânica foi apoiada pelo índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços do Reino Unido, que subiu de 49,5 em setembro para 50 em outubro, segundo pesquisa divulgada hoje pela IHS Markit em parceria com a CIPS. A previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal era de que o indicador caísse a 49.

As ações de Associated British Foods subiram 5,56%, BHP Group avançou 2,43% e Antofagasta registrou alta de 3,36%. A mineradora afirmou ontem que todas as suas minas no Chile voltaram a operar normalmente, após a onda de manifestações no país, mas cortou sua previsão de produção de cobre em 2019 para a faixa de 750 mil toneladas a 770 mil toneladas.

Já o índice IBEX 35, da Bolsa de Madri, caiu 0,09%, a 9.407,90 pontos. BBVA teve alta de 1,56% e Santander avançou 1,48%. As ações da Telefónica, porém, recuaram 0,97%. Hoje, a empresa informou que teve prejuízo líquido de 443 milhões de euros (US$ 494 milhões) no terceiro trimestre, revertendo lucro de 1,14 bilhão de euros em igual período de 2018.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, fechou em alta de 0,23%, aos 23.364,82 pontos. Azimut Holding avançou 3,45% e Intesa Sanpaolo subiu 1,47%. O banco italiano informou hoje que seu lucro líquido no terceiro trimestre foi de 1,04 bilhão de euros, ante 833 milhões de euros no período comparável.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX fechou com ganho de 0,09%, aos 13.148,50 pontos. Entre as empresas listadas na bolsa alemã, as ações da Wirecard AG subiram 3,03% e Continental teve alta de 2,13%. A fabricante de automóveis Daimler avançou 0,32%, mesmo depois que o UBS cortou a recomendação para as ações da companhia de ‘compra’ para ‘neutra’.

Em Paris, o índice CAC 40 teve alta de 0,39%, aos 5.846,89 pontos. Carrefour subiu 2,72% e BNP Paribas avançou 1,34%.

Já em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,60%, aos 5.234,42 pontos. / COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES