Ciência

Maior fabricante de vacinas do mundo pedirá nova licença de emergência em duas semanas

Crédito: PIB/AFP

Esta fotografia foi tirada em 28 de novembro de 2020 e divulgada pelo Indian Press Information Bureau (PIB), mostra o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, visitando o Serum Institute of India para revisar o desenvolvimento da vacina contra o coronavírus Covid-19, em Pune (Crédito: PIB/AFP)

A maior fabricante de vacinas do mundo por volume anunciou que solicitará uma licença de emergência para uma vacina contra o coronavírus dentro de duas semanas.

O diretor-executivo do Serum Institute of India, Adar Ponnawala, também confirmou que a gigante com sede em Pune poderá produzir no início de 2021 pelo menos 100 milhões de doses da Covishield, vacina desenvolvida pela Astrazeneca e a Universidade de Oxford.

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Poonawalla fez a declaração após uma visita a uma instalação da empresa ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi, cujo governo quer entre 300 e 400 milhões de doses até julho do próximo ano, enquanto o país luta contra um novo aumento da pandemia.

A Índia, o segundo país mais afetado por contágios depois dos Estados Unidos, deve superar 10 milhões de casos no início de dezembro.

A AstraZeneca disse que precisa de mais pesquisas sobre a vacina depois que os cientistas expressaram dúvidas sobre a eficácia da Covishield.

“Houve um pouco de confusão na comunicação e isso será explicado nos próximos dias”, disse Poonawalla. “Mas não afetada a licença do uso de emergência no Reino Unido e não deverá afetar em absoluto aqui na Índia”, afirmou.

“Estamos no processo de solicitar uma licença de uso de emergência nas próximas duas semanas”, explicou.

Poonawalla disse que o instituto já estava produzindo entre 50 e 60 milhões de doses por mês e, depois de janeiro-fevereiro, aumentará para 100 milhões de doses mensais.

O Serum Institute se concentrará primeiro na produção para a Índia e os mais de 150 países da aliança Covax que concordaram em trabalhar juntos na distribuição de vacinas.

AstraZeneca e a Universidade de Oxford garantem que sua vacina é mais barata que as rivais e mais fácil de ser armazenada e distribuída porque pode ser manipulada em temperaturas mais elevadas.

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