Economia

Magazine Luiza reduz de salários de executivos e renegocia com fornecedores


O Magazine Luiza anunciou nesta terça-feira, 7, uma série de ações para preservação do caixa em meio à crise da covid-19. Entre as medidas está a captação de R$ 800 milhões em debêntures, redução da remuneração de executivos, renegociação de contrato com fornecedores, além do uso de modalidades previstas na MP 936, que autoriza redução de jornada e salário de colaboradores.

A empresa destaca que terminou 2019 com caixa e recebíveis de cerca de R$ 7 bilhões. Ainda assim, nesta semana, o conselho de administração da empresa autorizou a captação de mais R$ 800 milhões por meio de uma emissão de debêntures.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que a decisão foi tomada pois é dever da liderança da empresa preservar ao máximo o caixa da companhia em meio à crise que se apresenta: “tanto por não termos uma visão clara da dimensão e da extensão da atual crise, quanto para estarmos financeiramente preparados para a retomada econômica e as oportunidades de negócios que surgirão com ela”, diz.

A empresa diz que os próximos meses serão de austeridade. Sendo assim, anuncia que reduziu em 80%, por um período de três meses, os salários de seus dois principais executivos: o CEO e o vice-presidente de operações. Além disso, os 12 diretores executivos e os sete membros do Conselho de Administração tiveram diminuição de 50% em sua remuneração. Para os demais diretores, a redução foi de 25%.

Ainda dentro das ações para preservar seu caixa, a companhia iniciou movimento de renegociação de contratos com fornecedores diretos e indiretos, com o objetivo de reduzir custos e ampliar prazos de pagamentos. “Nesse processo, a empresa está procurando não só preservar mas também apoiar os fornecedores menores, que estão mais fragilizados pela crise”, diz.

O Magazine Luiza afirma ainda que, para cumprir o objetivo de não fazer demissões por conta da crise do coronavírus, fará uso da Medida Provisória 936/2020, publicada pelo governo federal em 1 de abril. A empresa estuda quais dispositivos aplicará da MP que estabelece a possibilidade de suspensão de contratos de trabalho por até 60 dias, com pagamento parcial dos salários via seguro-desemprego, e a redução proporcional de até 70% de jornadas e salários por um período de até três meses.

Além disso, o Magalu ainda anunciou que adiará a data das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária, que ocorreriam em abril, para o final do mês de julho. A divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2020 também será postergada de 7 de maio para o final do mesmo mês.