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Luta contra a corrupção transnacional tem poucos avanços

Luta contra a corrupção transnacional tem poucos avanços

Os países que lutam contra a corrupção transnacional aplicando uma convenção específica da OCDE continuam sendo minoritários - AFP

Os países que lutam contra a corrupção transnacional aplicando uma convenção específica da OCDE continuam sendo minoritários, afirma um estudo da ONG Transparência Internacional.

A organização aponta que 22 países, entre eles Rússia e Japão, que representam quase 40% das exportações mundiais praticamente não aplicaram a convenção nos últimos anos.

O texto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), de 1997, tem o objetivo de lutar contra os subornos pagos a funcionários no exterior.

A ONG cita em particular China, Hong Kong, Índia e Singapura como Estados que não lutam contra a corrupção transnacional.

Do outro lado, um grupo de países que representam 27% das exportações mundiais (incluindo Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Suíça) são os que mais aplicam a convenção.

A ONG considera que em outros países 11 países o compromisso para aplicar o texto é “limitado”.

A Transparência Internacional destaca que alguns países estão se esforçando, com legislação para proteger os delatores, as pessoas que apresentam informações sobre possíveis casos de corrupção.

“O objetivo fundamental da convenção, criar condições de concorrência igualitárias e sem corrupção, ainda está longe de ser alcançado em função de uma aplicação insuficiente”, afirmam os autores do estudo plurianual, o primeiro desde 2015.

De acordo com a Transparência Internacional, a China tem uma “responsabilidade particular” na questão porque representa 11% das exportações mundiais.

“Os resultados da China em termos de regras internacionais de luta contra a corrupção influenciam o comportamento de outros grandes países exportadores”, indicam os autores do relatório.