Economia

Lucro líquido ajustado do BB vai a R$ 4,247 bi no 1º trimestre (+40,3% em 1 ano)

O Banco do Brasil, que encerra nesta quinta-feira, 9, a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, teve lucro líquido ajustado de R$ 4,247 bilhões, alta de 40,3%, ante um ano, quando havia somado R$ 3,026 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores o aumento foi de 10,5%.

Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o BB destaca que o resultado do primeiro trimestre foi impactado pelo aumento da Margem Financeira Bruta, redução das despesas de provisão de crédito, aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos, que desempenharam abaixo da inflação.

A carteira de crédito ampliada somou R$ 684,171 bilhões ao final de março, queda de 1,9% ante dezembro e aumento de 0,8% em um ano. Enquanto na pessoa física os empréstimos cresceram 1,7% no trimestre e 7,7% em um ano, as operações para empresas encolheram 5,2% e 6,3%, respectivamente.

O BB fechou março com R$ 1,518 trilhão em ativos totais, aumento de 6,7% ante um ano. No comparativo trimestral cresceu 7,1%. Já o patrimônio líquido do banco foi a R$ 105,070 bilhões no primeiro trimestre, elevações de 3,8% e 2,8%, respectivamente.

A rentabilidade do BB no critério mercado (RSPL) foi a 16,8% no primeiro trimestre contra 15,4% nos três meses anteriores e 12,6% um ano antes. Conforme o banco, o indicador “reforça o compromisso de aumento da rentabilidade”.

Itens extraordinários

Considerando eventos extraordinários, o lucro líquido do BB foi a R$ 4,005 bilhões de janeiro a março, alta de 45,7% em um ano, de R$ 2,749 bilhões. No comparativo trimestral, cresceu 5,3%. A diferença de R$ 242 milhões em relação ao lucro líquido ajustado no primeiro trimestre se deu por conta de um efeito negativo de R$ 464 milhões por planos econômicos e do lado positivo impactos fiscais da ordem de R$ 201 milhões.

O BB comenta seus resultados do primeiro trimestre nesta quinta-feira em coletiva de imprensa às 10h, sede do banco, em São Paulo. Além de toda a vice-presidência da instituição financeira, também está prevista a participação do presidente do BB, Rubem Novaes.