Economia

Londres avalia estabelecer pontes aéreos para limitar quarentena

Londres avalia estabelecer pontes aéreos para limitar quarentena

Passageiro usando máscara chega ao aeroporto de Heathrow, em 22 de maio de 2020 no oeste de Londres - AFP/Arquivos

O governo britânico está considerando introduzir pontes aéreas com determinados países para impedir que viajantes que entrem no Reino Unido por essas origens tenham que fazer quarentena de 14 dias amplamente criticada por profissionais do turismo.

“Essa ideia de pontes aéreas foi levantada e eu sei que muito se falou sobre isso”, disse o ministro da Saúde, Matt Hancock, em entrevista coletiva, afirmando que cabe ao Ministério do Interior decidir sobre o assunto.

Segundo vários jornais, a proposta deve ser apresentada nos próximos dias aos deputados que retornaram ao Parlamento nesta terça-feira, encerrando o sistema de votação remota estabelecido durante o confinamento.

O Reino Unido, segundo país mais severamente punido pelo coronavírus, com 39.369 mortes confirmadas até esta terça-feira, começou gradualmente a suspender o confinamento imposto em 23 de março.

Para evitar casos importados de COVID-19, a partir de segunda-feira, será imposta duas semanas de quarentena àqueles que chegam de qualquer país, exceto a Irlanda.

Os profissionais de transporte aéreo e turismo denunciaram essa medida, que o governo prometeu rever a cada três semanas, como catastrófica com a chegada, em breve, das férias de verão.

De acordo com os jornais The Times, The Guardian e Daily Telegraph, o executivo está considerando permitir o transporte aéreo na primeira revisão, no final do mês. Este último jornal garante que o primeiro-ministro Boris Johnson é “pessoalmente a favor” de favorecer o transporte aéreo após a avalanche de críticas.

Os países com os quais as pontes aéreas poderiam ser estabelecidas seriam selecionados com base em sua importância econômica para o Reino Unido, o nível de risco de transmissão do vírus e o número de passageiros afetados.

Os deputados voltaram a Westminster nesta terça-feira, a pedido do governo, determinados a encerrar o sistema híbrido pelo qual alguns legisladores estavam presentes Parlamento e outros acompanhavam os debates por videoconferência.

No entanto, a mudança foi criticada por muitos, preocupados com a segurança dos deputados mais expostos – idosos, com doenças crônicas ou gestantes – que não poderão continuar votando remotamente se permanecerem em casa.

A parlamentar trabalhista Valerie Vaz acusou funcionários do governo de “viver em outro mundo” e o conservador deficiente Robert Halfon denunciou que pessoas como ele viam “sua responsabilidade parlamentar fundamental negada”.

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