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Loja física deve virar centro de distribuição, diz Magazine Luiza

Loja física deve virar centro de distribuição, diz Magazine Luiza

(Da esquerda para a direita) Eduardo Galanternick, diretor de e-commerce do Magazine Luiza, Ralphe Manzoni Jr., redator-chefe de ISTOÉ DINHEIRO, e David Roth, CEo de The Store WPP

“Tendência é transformar a loja em centro de distribuição”, disse Eduardo Galanternick, diretor executivo de e-commerce do Magazine Luiza. A declaração foi dada durante painel do evento Marcas Mais Valiosas do Brasil, realizado pela DINHEIRO em parceria com Kantar Consulting.

Para alguns, isso poderia significar o uso da loja física como mera extensão e complemento da operação online. O comentário veio a partir da lembrança que a Amazon, uma empresa sem lojas físicas, é a marca mais forte do varejo hoje no mundo. Nesse ranking, também produzido produzido por uma consultoria do grupo Kantar, a chinesa Alibaba está em segundo lugar. Novamente, nenhuma loja física. Ao que o segundo participante do painel David Roth, CEO do The Store WPP, faz questão de acrescentar: “O Walmart é o número 4”.

Mas os participantes do painel foram céticos ao imaginar um mundo sem varejo físico. “Os seres humanos gostam de ver e tocar. Não acho que o varejo físico vai desaparecer”, disse Roth. No Magazine Luiza, a visão também é cuidadosa. “Ter canal de vendas online é o primeiro passo”, lembrou Galanternick. “Viemos construindo a conexão entre o físico e o online, para um processo sem fricção.”

Ele também alertou sobre os problemas específicos do Brasil. “O tempo de entrega aqui é muito longo, passa dos dez dias. E as pessoas nem sempre podem ficar em casa e receber.” Assim, a transformação da loja em centro de distribuição passa a ser uma etapa fundamental na estratégia de chegar ao cliente. O Magazine Luisa tem 800 lojas em 600 cidades.

Roth também analisou essa transformação do ponto físico. “A frequência do consumidor no espaço físico é importante. Levar a marca para as pessoas é o que varejistas têm feito desde que o homem saiu das cavernas”, disse. “Vale a pena entender a jornada do consumidor enquanto ele anda pela loja.”