Ciência

Lições da segunda onda na Europa para países que ainda enfrentam a primeira

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

No Brasil, por exemplo, temos visto nas últimas semanas um aumento no número, ainda que em patamar bem abaixo do registro no auge da pandemia (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

O Brasil ainda nem saiu da primeira onda da covid-19 e o fantasma da segunda onda já aterroriza os brasileiros. Especialistas, no entanto, consideram que podemos tirar algumas lições do que está acontecendo na Europa e, assim, minimizar o impacto das contaminações por aqui.

O fato é que com as taxas de infecção em patamares mais baixos em diversos países da América do Sul e a aproximação das festas de fim de ano e do verão, o risco da região repetir a trajetória europeia é alto. No Brasil, por exemplo, temos visto nas últimas semanas um aumento no número, ainda que em patamar bem abaixo do registro no auge da pandemia.

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De acordo com a BBC,  o principal agravante é que os países sul-americanos ainda não superaram a primeira onda da pandemia, que já matou mais de 310 mil pessoas na região, quase 170 mil só no Brasil.

A publicação alerta que a situação por aqui é diferente da Europa, porque não houve um controle efetivo da transmissão, como ocorreu em alguns países europeus. Com isso, podemos entrar numa segunda onda sem nem ter saído da primeira efetivamente.

Para especialistas, segundo a BBC, um ponto importante é avaliar não só os dados nacionais, mas também os locais (estados e municípios) e tomar medidas duras logo que for percebido um aumento no número de casos para tentar frear a transmissão.

Eles lembram ainda que os casos aumentam de maneira bem mais rápida do que diminuem, por isso, a necessidade de ações rápidas a qualquer sinal de aumento no número de infectados.

O modelo do queijo suíço, que prevê que a união de responsabilidades individuais – lavar as mãos, distanciamento social, usar máscara, evitar tocar o rosto e limitar permanência em espaços cheios – com responsabilidades compartilhadas – comunicação governamental e ajuda financeira, testes e rastreamento de contato, quarentena e isolamentos, ventilação e filtragem do ar e, quando possível, vacinas – são fundamentais para frear a proliferação do vírus.

De acordo com a teoria do queijo suíço, cada uma das camadas do queijo (ou seja cada ação de prevenção) tem imperfeições, que o vírus pode passar. Mas quando há a sobreposição de camadas, a probabilidade de sucesso aumenta.

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