Giro

Leonardo Lanna, diretor de produtos da Monkey

Crédito: Ken Sanematsu

QUEM É E O QUE FAZ Bacharel em direito e em economia pela Universidade de São Paulo (USP), no mercado financeiro há dez anos, trabalhou com desenvolvimento de produtos na Stone, no Itaú BBA e no Banco BV, responsável pela plataforma Spike na Monkey Exchange (Crédito: Ken Sanematsu)

O que é a plataforma Spike?
A Spike é o primeiro produto da Monkey Exchange fora do mercado de recebíveis de duplicatas e opera com os recebíveis
de cartão. A plataforma oferecerá um leque de produtos e serviços: conexão de compradores com fornecedores, o que chamamos de marketplace, uso de recebíveis na cadeia de fornecimento e também como crédito.

Por que investir nesse mercado?
A Monkey Exchange se consolidou com soluções para recebíveis de duplicatas, então foi natural desenvolver uma operação para recebíveis de cartão.
A decisão foi tomada antes mesmo da abertura do mercado, em junho de 2020. Além das sinergias, como a estrutura operacional e o relacionamento com grandes clientes, no caso da Spike, temos a oportunidade de atrair pequenas e médias empresas para nossa base.

Como foi a entrada no mercado de recebíveis de cartão?
Antecipamos recebíveis de cartão para grandes empresas que já são clientes, assim o ambiente nesta fase é mais controlado. Abriremos o cadastramento na Spike no segundo trimestre. Inicialmente, o marketplace será o chamariz de novos clientes, principalmente PMEs. Essa estratégia fortalece o produto de uso dos recebíveis na cadeia de fornecimento, para que, no segundo semestre, possamos lançar o produto de crédito.

Qual é a perspectiva para este ano?
A meta é transacionar R$ 30 bilhões na Spike, mesmo montante que a Monkey Exchange movimenta atualmente. Já começamos a operação com uma carteira de clientes consolidada, além de ter o segmento PMEs como importante avenida de crescimento. Cerca de 60% dos recebíveis de cartão no Brasil são antecipados. O potencial desse mercado
é crescer mais ainda com o aumento da população bancarizada e das vendas on-line.

O cenário econômico de 2022 pode afetar essa projeção?
Não, pelo contrário. A demanda está atrelada à alta da Selic e ao financiamento dos compradores, o que deve aumentar
as taxas de antecipação e tornar a plataforma ainda mais relevante.
Pela nossa experiência no mercado, os fornecedores conseguem reduzir a taxa de antecipação em média em 30%, o que acreditamos que será alcançável também no marketplace da Spike.