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Lemann prevê pelo menos 5 startups brasileiras no top-10 mundial em uma década

"Recentemente tivemos empresas que se transformaram em unicórnios. Espero que em dez anos metade desse ranking seja de empresas brasileiras” disse Lemann

Lemann prevê pelo menos 5 startups brasileiras no top-10 mundial em uma década

Scott Cook (dir.) e Jorge Paulo Lemann (esq.) Crédito: divulgação

Durante palestra do Brazil at Silicon Valley, evento que acontece na universidade de Stanford em que é discutido os rumos da educação no Brasil, Jorge Paulo Lemann, sócio da 3G Capital, declarou que o País tem condições para que em uma década, cinco empresas de tecnologia brasileiras consigam estar no top 10 mundial de market cap (valor de mercado).

“Atualmente não temos nenhuma empresa no top 10, mas temos algumas chegando, que se transformaram recentemente em unicórnios. Mas espero que em dez anos, tenhamos pelo menos metade desse ranking com brasileiras”, disse o empresário.

A fala de Lemann corrobora estratégia de valorização da tecnologia nas principais empresas de seu grupo. A fábrica de condimentos e alimentos Heinz anunciou no final de 2018 a criação de um fundo para financiar pesquisas em inovações no ramo de alimentos, enquanto o Burger King, também sob controle da 3G, confirmou na última semana que estuda colocar em seus cardápios o Impossible Burger, fatia de carne feita em laboratório 100% vegana.

Lemann também participou do painel foi o americano Scott Cook, co-fundador da Intuit, empresa de softwares para mercado financeiro, além de ser um conhecido empreendedor em novas tecnologias, tendo ajudado eBay, Amazon e Snap Inc., no início de suas operações.

Ele se empolgou ainda mais do que Lemann, e quando o brasileiro deu sua projeção, Cook respondeu: “apenas cinco no top 10?”. Porém depois adotou tom mais sério e disse que é necessário a novos empreendedores perseverança, uma vez que novas ideias nem sempre são bem recebidas inicialmente.

Lemann depois questionou Cook sobre a questão geográfica e a facilidade da inovação em polos do tipo, como o Vale do Silício, porém a questão foi relativizadas pelo americano: “não aderia a visão de que geografia é o destino. Penso que existem muitos sucessos e fracassos dentro do Vale, além de casos de sucesso fora daqui”, disse Cook, que citou o Alibaba na China e Stone no Brasil como cases de sucesso longe da Califórnia.

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