Economia

Legisladores democratas pedem nos EUA dados bancários de Trump

Legisladores democratas pedem nos EUA dados bancários de Trump

Um grupo de legisladores democratas que investiga as finanças do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira ter solicitado a vários bancos - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Um grupo de legisladores democratas que investiga as finanças do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira ter solicitado a vários bancos, incluindo o Deutsche Bank, informações pertinentes a investigação sobre a suposta ingerência “estrangeira” na eleição de 2016.

Os democratas, que têm maioria na Câmara de Representantes, o que lhes permite investigar as finanças do presidente, estão trabalhando em duas comissões: Inteligência e Assuntos Financeiros.

O Deutsche Bank, uma das fontes de crédito dos negócios imobiliários de Trump, disse estar comprometido com um “diálogo produtivo” com as duas comissões para “fornecer a informação apropriada para todas as investigações autorizadas de forma consistente” e legal.

A instituição alemã foi um dos poucos bancos ocidentais que permaneceu trabalhando com o grupo Trump após a falência de diversos cassinos ligados ao conglomerado, na década de 1990, o que provocou ações de credores totalizando 330 milhões de dólares.

Adam Schiff, presidente da comissão de Inteligência, informou que o banco cooperou com o pedido “amigável” feito à instituição.

“Como parte da autoridade de investigação e supervisão do caso sobre uma interferência estrangeira no processo político nos Estados Unidos, o Comitê de Inteligência da Câmara emitiu solicitações a múltiplas instituições financeiras, em coordenação com a Comissão de Assuntos Financeiros”, declarou Schiff.

Maxine Waters, presidente da Comissão de Assuntos Financeiros, disse que estão investigando “o suposto uso do sistema financeiro americano com propósitos ilícitos”.

Os pedidos ocorrem 48 horas após a publicação do relatório do procurador especial Robert Mueller sobre o caso russo.

Segundo resumo divulgado pelo procurador-geral, William Barr, o relatório não aponta envolvimento de Trump em qualquer conluio.