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Justiça condena autor de ofensas virtuais contra estudante negro por racismo e injúria

Crédito: Pexels

Juíza entendeu que a ofensa feriu não somente a honra individual da vítima, mas a coletividade das pessoas negras, configurando também o crime de racismo (Crédito: Pexels)

A luta contra o racismo tem sido uma bandeira levantada por milhões de pessoas mundo afora e o Judiciário tem papel fundamental neste processo. A Justiça de São Paulo condenou o ex-estudante da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Gustavo Metropolo por racismo e injúria raciais cometidos contra um então colega de faculdade em 2018.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a juíza Paloma Carvalho, da 14ª ​Vara Criminal, entendeu que a ofensa feriu não somente a honra individual da vítima, mas a coletividade das pessoas negras, configurando também o crime de racismo.

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Em sua decisão, conforme a Folha, a juíza considera que “nota-se que a conduta do réu se dirigiu tanto à coletividade quanto à vítima. Isso porque, no contexto em que publicada (grupo de amigos), dentro de uma instituição renomada e voltada a classes abastadas da sociedade, observa-se a intenção de segregar um aluno preto, que não ‘poderia pertencer’ àquele mundo. Além disso, ao dizer que encontrou um ‘escravo’, o acusado objetifica a vítima, dando a entender que ela só poderia estar naquele local acompanhada de seu ‘dono'”.



Lima estava no segundo semestre do curso, em 2018, quando foi fotografado ao lado de duas alunas brancas. A foto foi publicada em grupos de WhatsApp com a legenda “Achei um escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”.

Metropolo chegou a admitir ter sido o autor da foto e da legenda a professores, mas durante o processo, ele negou a versão e disse que seu celular tinha sido roubado.

A juíza, no entanto, considerou que as alegações da defesa não condiziam com o restante das provas e condenou Metropolo a 2 anos e 4 meses de reclusão, pena convertida em serviços comunitários, e 23 dias-multa, no valor de meio salário mínimo cada. Ele também foi condenado a pagar cinco salários mínimos para a vítima.

Ana Paula Metropolo, mãe e advogada de Gustavo Metropolo, disse à Folha ter recebido a decisão com serenidade e afirmou que a família vai recorrer.

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