Finanças

Juros: Taxas recuam com declarações de Campos Neto e alívio do câmbio

Declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e a melhora do câmbio levaram os juros a se firmarem em baixa à tarde, dissipando a frustração gerada pelo adiamento da votação da PEC dos Precatórios na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para 30 de novembro. A fala do presidente do BC foi considerada dovish nos aspectos da política monetária e fiscal e da atividade, reforçando a ideia de manutenção do ritmo de alta da Selic em 1,5 ponto porcentual. O alívio nos prêmios será testado amanhã pelo IPCA-15 de novembro, considerando que a taxas de inflação têm surpreendido para cima reiteradamente nas últimas leituras.



A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou em 12,13% (regular), de 12,267% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 terminou a regular em 11,83%, de 11,936% ontem. A taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 11,763% para 11,73%. No fim da sessão estendida, tais vencimentos tinham taxas de 12,155%, 11,84% e 11,73%, respectivamente.

Em boa medida, a curva limpou algum excesso de prêmio para um ciclo de aumento da Selic mais agressivo depois da sinalização de Campos Neto, durante participação em live do Bank of America. “Quando ele cita a potência da política monetária, sugere que o BC está confiante de que não será preciso acelerar o ritmo”, disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Campos Neto admitiu que o País passa por um momento único, com dupla pressão do aumento de preços tanto no País quanto no exterior, mas, por outro lado, a política monetária se tornou mais potente sem a pressão que era exercida por subsídios de crédito que foram retirados. Mas foi enfático ao reconhecer que o desvio das expectativas em relação à meta central do ano que vem ganhou terreno. “O Banco Central entende que lida com uma crise sem precedentes”, disse.

Outros aspectos “dovish” na fala do comandante do BC, na avaliação do diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados da Quantitas Asset, Rogério Braga, foram a questão fiscal e de atividade. “Ele relativiza um pouco o qualitativo versus quantitativo no fiscal”, afirmou Braga. Campos Neto disse que o aumento do prêmio de risco visto na curva decorrente da PEC foi muito maior do que o desvio fiscal, destacando ainda a melhora dos dados e as projeções menos negativas para a dívida se comparadas ao início deste ano.



Apesar dos números fiscais, a preocupação com as contas públicas vai se alimentando do imbróglio em torno da PEC, tantos são os vaivéns e mudanças do texto. Diante da falta de consenso em pontos-chave, o parecer apresentado pelo relator Fernando Bezerra (MDB-PE) na CCJ foi alvo de pedidos de vista coletiva e, com isso, a votação foi adiada para a próxima semana, prolongando a agonia dos investidores.

Destaque da agenda do dia, a ata do Federal Reserve ampliou a cautela nos ativos em Wall Street, ao indicar que alguns membros defenderam aceleração no ritmo do tapering, mas não chegou a ter impacto sobre a curva.

Nesta quinta-feira, o mercado já abre conhecendo o IPCA-15 de novembro, que, segundo a mediana das estimativas, deve desacelerar a 1,14%, de 1,20% em outubro. Em 12 meses, o caminho deve ser o inverso, com aceleração da alta a 10,70%, de 10,34% no mês passado.


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