Finanças

Juros recuam com fala de Kanczuk, melhora no câmbio e exterior favorável

Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda firme, devolvendo, numa tacada só, boa parte do aumento da inclinação visto desde o fim de março na curva, com as taxas intermediárias e longas recuando mais de 20 pontos-base. Embora sem novidades concretas sobre o principal tema que vem pressionando as taxas, o Orçamento de 2021, o mercado encontrou espaço para melhorar em cima de uma conjunção de fatores positivos, com destaque para o bom desempenho do real, queda nos juros globais e declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk. O Tesouro, ao concentrar a oferta de prefixados nos vencimentos curtos, também colaborou ao não adicionar risco ao mercado.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 4,660%, de 4,736% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 8,386% para 8,11%. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 8,75%, de 8,995%.

As taxas percorreram a manhã já em baixa, em meio ao recuo do rendimento dos Treasuries e a percepção favorável à equipe econômica captada no jantar com empresários do qual participaram na quinta o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

As mínimas, no entanto, vieram à tarde, quando Kanczuk, participando de evento do BNY Mellon, reafirmou a intenção do Banco Central de subir a Selic em 0,75 ponto porcentual, descartando uma atuação pautada pelo cenário fiscal e, ainda, endossando a ideia de que, tudo o mais constante, está mantido o plano de uma normalização “parcial” da Selic.

“Vamos aumentar 0,75 pp na próxima reunião, a menos que algo muito diferente aconteça. Coisas mudam. Não sei, talvez a normalização (monetária) não seja parcial, seja completa se as coisas forem pra um lado. Ou seja diferente se forem para outro”, disse ele.

O diretor destacou que o BC cuida da inflação e o Ministério da Economia e o Congresso trabalham com o fiscal. “Eu não posso antecipar se haverá um problema fiscal. Eu olho para a inflação e não para a dívida. Então uma eventual dominância fiscal não é um problema do BC”, completou.

“A resposta foi bem em linha com o que é o mandato do BC, a inflação, e hoje ainda tivemos um dia favorável para emergentes no exterior”, destacou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa.

André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, afirma que a melhora do câmbio gerou efeitos positivos na curva de juros, que vinha muito inclinada. “O real é destaque hoje entre os emergentes e isso atua para reduzir a pressão sobre o sentimento inflacionário”, disse.

Do lado do Tesouro, a contribuição veio de uma oferta de prefixados mais concentrada em papéis curtos. O lote total de LTN subiu de 10 milhões na semana passada para 14 milhões, mas o volume da LTN longa, 1/7/2024, foi de 1 milhão, ante 1,5 milhão na operação anterior.

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