Dinheiro em foco

“Juro real negativo não faz sentido no Brasil”

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Filipe Portella, sócio da Monte Bravo Investimentos. (Crédito: Divulgação)

Com 18 mil clientes e cerca de R$ 14 bilhões custodiados, a empresa de assessoria financeira Monte Bravo Investimentos dedica-se ao segmento de investidores de alta renda, que possuem um patrimônio médio de R$ 1,5 milhão. Segundo Filipe Portella, sócio da companhia, os juros baixos têm levado os investidores brasileiros a diversificar seus portfólios.

Comparando-se a situação atual com o fim de 2019, está mais ou menos arriscado investir no Brasil?
“O Brasil não é para amadores!”. Essa frase, atribuída ao compositor Tom Jobim, ilustra bem o que acreditamos. Já passamos por diversas crises mundiais, nacionais, políticas e fiscais. Mesmo assim, seguimos otimistas.

Por quê?
Estamos vendo a inflação voltar a bater na porta, e há uma sinalização de alta nos juros pelo Banco Central (BC). Essa postura mostra maturidade e compromisso com a agenda econômica. Juros reais negativos não fazem sentido no Brasil. Além disso, com a Câmara e o Senado sendo presididos por governistas, uma agenda de reformas mais acelerada é bem provável.

Qual o principal risco econômico para o investidor no Brasil em 2021? Como evitá-lo?
Em um cenário de inflação subindo e juros baixos, o principal risco é não obter ganhos reais, ou seja, acima da inflação. Acreditamos que uma carteira bem diversificada é a melhor estratégia.

E qual o principal risco político?
O maior risco político no Brasil são as reformas não andarem. O Brasil precisa desesperadamente de reformas, como a tributária, administrativa, entre outras.

O senhor tem recomendado investir fora?
Dolarizar e diversificar internacionalmente parte do patrimônio é sempre ótima opção. Você mitiga riscos como o político e acessa empresas e setores que não existem no mercado financeiro brasileiro.

Seus clientes têm aumentado a exposição a ativos internacionais? Com qual porcentual?
Sim, mesmo com o dólar mais alto os investidores têm diversificado internacionalmente. A diversificação tem sido feita até por meio dos BDR, ações estrangeiras negociadas na Bolsa Brasileira. A quantia varia muito de perfil para perfil. Existem clientes que fazem 5% e outros que fazem 50%. Isso somente com uma boa conversa e planejamento.

Por que isso está ocorrendo? Os investidores estão inseguros?
A diversificação internacional é comum no mundo todo. O investidor americano, por exemplo, investe fora dos Estados Unidos. O brasileiro também está aprendendo a cuidar melhor do seu patrimônio.
O cenário de juro baixo é disruptivo.

Qual o principal temor dos clientes em relação às perspectivas com a política ou com a economia brasileiras?
O investidor está mais confiante, mas sem dúvida o principal temor ainda é uma política de gastos desenfreados e sem responsabilidade, estourando as metas fiscais, algo que já prejudicou e pode prejudicar ainda mais o Brasil no médio e longo prazo.

CRIPTOMOEDAS
Bitcoin em alta no Brasil

O mercado brasileiro movimentou mais de 49,2 mil bitcoins ao longo do mês de janeiro, o equivalente a R$ 9,4 bilhões. O número negociado pelas plataformas digitais foi 76% maior que o registrado em janeiro de 2020 e 68,2% acima da média mensal do ano passado. Com isso, a criptomoeda começou o ano valendo R$ 153,4 mil e terminou o primeiro mês a R$ 182,6 mil, alta de 19% no período, de acordo com levantamento do Cointrader Monitor.

AÇÕES
Mais capital externo na B3

Os investidores estrangeiros aplicaram R$ 23,5 bilhões na bolsa brasileira ao longo do mês de janeiro. O resultado é fruto dos R$ 352,4 bilhões em compras e R$ 328,8 bilhões em vendas. Segundo informações da B3, o mês de janeiro seguiu a mesma tendência já registrada em novembro e dezembro, quando os estrangeiros entraram mais firme no mercado, com saldo positivo de R$ 33,3 bilhões e R$ 19,7 bilhões, respectivamente.

Número da semana
47,0 pontos 

Foi o patamar registrado pelo Índice de Atividade do Setor de Serviços da IHS Markit no Brasil em janeiro, abaixo do limite crítico de 50,0 atingido pela primeira vez há cinco meses. Em dezembro, o índice estava em 51,1 pontos. A combinação de excedente de capacidade e estratégias de redução de custos derrubou também o índice de emprego. Enquanto isso, os aumentos de preços em equipamentos de proteção individual (EPI) e itens de higiene elevaram as despesas gerais, que foram parcialmente repassadas aos clientes. Ainda que o lançamento das vacinas contra a Covid-19 tenha sustentado o otimismo, a confiança foi restringida pela segunda onda de casos da doença.

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