Economia

JPMorgan Chase investiga possíveis fraudes em empréstimos governamentais

JPMorgan Chase investiga possíveis fraudes em empréstimos governamentais

O banco americano JPMorgan Chase informou nesta terça-feira (8) que colabora com as autoridades, após ter conhecimento de condutas potencialmente ilegais por parte de clientes e funcionários em relação a enormes programas governamentais de ajuda pela pandemia da covid-19.

Foram observadas “ações que não cumprem com nossos princípios de conduta empresarial e nossos princípios éticos, e que podem até ser ilegais”, escreveram os chefes da instituição financeira de Wall Street aos funcionários, em mensagem à qual a AFP teve acesso.

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A mensagem relatou problemas com clientes que fizeram mau uso de fundos do “Programa de proteção de cheques de pagamento” (PPP) -que distribuiu dinheiro a pequenas e médias empresas que se comprometeram a não demitir funcionários durante a pandemia-, assim como com benefícios para o desemprego e outros programas do governo.

O banco afirma fazer “todo o possível” para identificar os envolvidos e se compromete a “cooperar com as autoridades” quando for necessário.

Mas também pede aos funcionários que se mantenham atentos e denunciem qualquer suspeita a seus chefes ou a um número de telefone criado para isso, de forma anônima se preferirem.

Embora tenha permitido que milhões de empresas se mantivessem abertas no início da pandemia, o programa de empréstimos para pequenas e médias empresas também se viu envolvido em polêmicas desde seu lançamento.

A rápida implementação, destinada a ajudar financeiramente as empresas afetadas da noite para o dia pela pandemia, deixou o programa mais vulnerável a possíveis abusos e fraudes.

Vários milionários, entre eles o rapper Kanye West e o artista Jeff Koons, mas também fundos de investimento ou redes de restaurantes, foram acusados de se beneficiar da ajuda, destinada a empresas de menor porte.

As autoridades também adotaram ações legais contra vários empresários que aproveitaram o programa para comprar carros de luxo e outros bens em nada relacionados com a preservação de empregos.

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