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Johnson: Não há argumento para fechar escolas no Reino Unido neste momento

Apesar de acabar de anunciar que os britânicos devem evitar contatos sociais a partir de agora, de viajar e de frequentar restaurantes e bares, além de estimular o trabalho doméstico, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta segunda-feira, 16, que há mais motivos para manter as crianças nas escolas no país do que deixá-las em casa. “Não há argumento para fechar escolas neste momento”, afirmou, durante entrevista coletiva, ao lado de conselheiros da área de saúde.

A partir de hoje, o premiê se comprometeu a conceder coletivas sobre coronavírus diariamente em Downing Street. Ainda que tenha ampliado as recomendações de proteção, o premiê foi questionado sobre as ações não estavam atrasadas em relação a medidas tomadas em outros países. Segundo ele, os países estão em diferentes estágios, em pontos cruciais diferentes em relação ao tempo da covid-19.

Os representantes da área de saúde informaram que, no Reino Unido, 44 mil pessoas já foram testadas para o vírus e a previsão é a de que, nas próximas semanas, o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) ficará bastante sobrecarregado nas quatro nações (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte). O governo deseja ampliar o volume de pessoas que passam pelo teste de covid-19. De acordo com os conselheiros, este será um longo período de dificuldade pela frente.

Sem as ações dramáticas anunciadas hoje, de acordo com Johnson, os casos no Reino Unido poderiam dobrar em cinco ou seis dias. Além de evitar lugares públicos, o governo determinou que as pessoas com coronavírus deverão ficar em casa por 14 dias, sem sair de casa nem para adquirir remédios ou alimentos. Os médicos explicaram que é melhor a pessoa contaminada acabar contagiando mais dois ou três membros da família do que acabar disseminando o vírus pela sociedade. No caso das pessoas mais vulneráveis – as idosas ou já doentes -, a recomendação é a de que haja uma blindagem delas por 12 semanas.

G-7

O primeiro-ministro também foi questionado sobre a reunião dos sete países mais ricos do mundo, o G-7, e sobre se o governo faria mais ações fiscais para estimular a economia local. Johnson disse que as ações tomadas pelo grupo de forma conjunta têm chance de muito mais sucesso do que medidas adotadas separadamente.

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