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Johnson deve enfrentar cultura que permitiu festas no lockdown, diz Partido Conservador

Por William James

LONDRES (Reuters) – O presidente do Partido Conservador Britânico rechaçou os pedidos para que o primeiro-ministro, Boris Johnson, renuncie, mas disse que ele deve enfrentar cultura dentro de seu governo que resultou em diversas aglomerações e reuniões de funcionários em sua residência durante o período de lockdown por conta do coronavírus.



Johnson pediu desculpas por participar de uma reunião social com aglomeração no jardim de sua residência em Downing Street em maio de 2020, na qual os funcionários foram convidados a trazer sua própria bebida justo em um momento em que regras rígidas proibiam a população de quase todo tipo de socialização.

Em meio à reação negativa pelo fato de o governo não seguir suas próprias regras durante a pandemia, uma investigação interna está analisando essa aglomeração e várias outras – incluindo festas na véspera do funeral do príncipe Philip.

“Precisamos descobrir os fatos e, em seguida, o primeiro-ministro precisa responder de forma eficaz e a lutar contra essa cultura em Downing Street”, disse o presidente do Partido Conservador, Oliver Dowden, à Sky News neste domingo.

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O escândalo levou ao clamor para que Johnson renuncie – inclusive com vozes dentro de seu próprio partido – e viu os conservadores ficarem muito atrás do Partido Trabalhista nas pesquisas de opinião.