Sustentabilidade

Joaquin Phoenix atua em curta sobre crise ambiental na Amazônia

Joaquin Phoenix atua em curta sobre crise ambiental na Amazônia

Ator americano Joaquin Phoenix posa com seu prêmio Bafta de melhor ator em Londres em 2 de fevereiro de 2020 - AFP

O ator Joaquin Phoenix, aclamado por seu papel em “Coringa”, protagoniza um curto-metragem que alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia e reivindica o papel das populações indígenas na proteção do meio ambiente.

“Guardiões da vida” (“Guardians of Life”) foi produzido pelas ONGs Amazon Watch e Extinction Rebellion e mostra um grupo de cirurgiões, Phoenix entre eles, tentando salvar a vida de um paciente agonizante.

Depois que o grupo fracassa e o declara morto, uma das cirurgiãs, interpretada pela atriz de origem indígena Q’orianka Kilcher, não se dá por vencida e ressuscita o paciente, cujo coração se revela como uma imagem de satélite da floresta amazônica e da Austrália ardendo em chamas.

Tanto a maior floresta tropical do planeta, quanto o país da Oceania sofreram no último ano incêndios devastadores de grande repercussão internacional.

“É um chamado à ação. Fiz isso para despertar a consciência sobre o efeito das indústrias da carne e de laticínios nas mudanças climáticas”, afirmou Phoenix, conhecido ativista vegano, citado em um comunicado da Amazon Watch.

“Estamos cortando e queimando florestas tropicais e vendo os efeitos negativos dessas ações no mundo todo”, acrescentou o ator americano, favorito para ganhar o Oscar de melhor ator por “Coringa” neste domingo.

Os outros cirurgiões são interpretados pelos atores Matthew Modine, Rosario Dawson, Oona Chaplin, Adria Arjona e Albert Hammond Jr.

“Uma mulher indígena que salva a Amazônia não é uma metáfora, é a realidade da floresta. A Amazônia é o coração do nosso planeta e os povos indígenas são os guardiões essenciais para sua conservação e para o nosso futuro”, disse Leila Salazar-López, diretora-executiva da Amazon Watch, com sede nos Estados Unidos.

O curta, dirigido pelo americano Shaun Monson e com três minutos e meio de duração, foi celebrado por líderes indígenas do Brasil, que sofrem pressão crescente desde que Jair Bolsonaro assumiu o poder em janeiro de 2019.

“Precisamos da solidariedade internacional e do apoio daqueles que podem ampliar nossa voz para que nosso pedido de ajuda chegue a mais pessoas”, afirmou Sonia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Entre suas últimas medidas, Bolsonaro apresentou nesta semana um projeto de lei para autorizar a mineração em terras indígenas, uma medida classificada como um “pesadelo” por líderes dos povos originários.