Política

Janot pensou em fazer ‘grand finale’, diz Gilmar Mendes em Paris

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes voltou a disparar contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nessa quarta-feira, 6, em Paris, onde está em agenda oficial.

Segundo o ministro, a denúncia oferecida pelo procurador contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff nesta terça-feira, 5, e a próxima denúncia contra o presidente Michel Temer são tentativa “de fazer um grand finale”.

As críticas foram feitas ao final de um compromisso oficial no Ministério das Relações Exteriores da França, onde Mendes discutiu temas como financiamento de campanhas eleitorais, controle de gastos partidários e corrupção no Brasil e na América Latina. Na saída da reunião, o ministro disse não querer fazer uma apreciação jurídica da denúncia feita contra membros da cúpula do PT, entre eles Lula e Dilma, mas não se furtou a fazer o que chamou de “uma análise política”.

“Eu imagino que o procurador-geral pensou em fazer um grand finale, oferecer várias denúncias, inclusive a última contra o presidente da República. Mas acho que ele conseguiu coroar dignamente o encerramento de sua gestão com esse episódio Joesley”, afirmou, de forma irônica. “Ele fez jus a tudo o que plantou ao longo de todos esses anos, e essa será a marca que nós vamos guardar dele, o procurador-geral da delação Joesley, desse contrato com criminosos, dessa fita.”

O ministro voltou a acusar Janot de ter “tentado envolver” o STF nas denúncias de corrupção, o que, segundo ele, mostra a “pouca qualidade institucional” do procurador. “A grande confirmação é de que a Procuradoria trabalhou muito mal nesse episódio, de que ela se envolveu, que tinha objetivos, a partir do próprio braço direito do procurador-geral”, afirmou, referindo-se ao ex-procurador Marcelo Miller – suspeito de ter auxiliado o empresário Joesley Batista a organizar a gravação de conversas privadas, inclusive com Michel Temer, e a selar o acordo de delação premiada enquanto estava no cargo.

Para Gilmar Mendes, as indicações de Dilma Rousseff à candidatura à Presidência e a de Janot para o cargo que ainda ocupa são os “dois legados” do “lulo-petismo”.

O ministro disse ainda que os supostos erros de Janot são de responsabilidade de Lula e do PT, que o nomeou para o comando da PGR. “Se nós fomos fazer um balanço do legado do lulo-petismo podemos pensar em duas marcas – há muitas, mas duas marcas importantes: a indicação de Dilma Rousseff para a Presidência da República e a indicação de Rodrigo Janot”, disse, em mais uma ironia. “Elas são inesquecíveis”, ironizou.

Após o anúncio de Janot, Gilmar Mendes chegou a dizer, na terça-feira, 5 que o acordo fechado pelo procurador-geral da República é a “a maior tragédia que já aconteceu na PGR”.

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