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Jack Ma e outros empresários chineses já tiveram que se “esconder” após críticas

Crédito: Arquivo/AFP

Ma não é visto há mais de dois meses, após criticar a atuação dos bancos da China (Crédito: Arquivo/AFP)

O bilionário e fundador do Alibaba, Jack Ma, está ausente da vida pública. Desde domingo (3), o mercado tem especulado seu paradeiro, já que o bilionário chinês não é visto há mais de dois meses, após criticar a atuação dos bancos do regime comunista. Esta, no entanto, não é a primeira vez que empresários chineses se “escondem” por causa de seus posicionamentos.

O magnata do mercado imobiliário Ren Zhiqiang, por exemplo, saiu do radar em março de 2020 após acusar o Partido Comunista de lidar mal com a pandemia do coronavírus. Pequim condenou Ren, de 69 anos, a 18 anos de prisão.

+ Após criticar China, fundador do Alibaba não é mais visto em público

A China teria prendido outros críticos de sua resposta à pandemia, incluindo Xu Zhangrun, um professor de direito, e Zhang Xuezhong, um advogado de direitos humanos.



Já o gerente de ativos Xiao Jianhua foi sequestrado em um hotel em Hong Kong em janeiro de 2017. Xiao desapareceu sob custódia chinesa e o país posteriormente confiscou partes de sua empresa, o Tomorrow Group. Os reguladores acusaram Xiao e outros magnatas de tirar potenciais investidores dos mercados de ações chineses.

Outro caso é do ex-chefe da Interpol Meng Hongwei, que desapareceu em setembro de 2018 durante uma viagem da França à China. Em janeiro de 2019, a China o condenou a 13 anos e meio de prisão por acusações de suborno. Acredita-se que sua detenção tenha motivação política.

O caso Alibaba

Jack Ma deixou de participar da final de um programa de talentos na TV que ele fundou na África. Uma executiva do Alibaba substituiu Ma e o site do programa removeu a foto do executivo. Isso tudo aconteceu em novembro, quando a final do programa foi gravada.

Na mesma época, o Ant Group, empresa de serviços financeiros de Ma, estava com uma abertura pública de capital (IPO) programada na Bolsa de Xangai e a movimentação poderia se consumar como a maior entrada de uma empresa na bolsa. As projeções do mercado davam conta de que o Ant Group levantaria mais de US$ 35 bilhões.

Recentemente, reguladores chineses abriram uma investigação sobre o Alibaba, o gigante do comércio eletrônico de Ma. O Ant Group atraiu a ira de bancos chineses, que o acusaram de roubar negócios deles. O Ant Group e o Alibaba não comentaram os pedidos de respostas do Business Insider.

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